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A visitar o Mundo!

30 Abril 2009

Andorra a Velha - Andorra



Pistas de esqui- Andorra


Em grande estilo - Andorra


Vista - Andorra


A experimentar o equipamento - Andorra


«Final de Abril ainda com tanta neve nos Picos da Europa! C
ertamente que em Andorra não estará diferente. Porque não ir conhecer o pequeno principado e experimentar as pistas de esqui que tantos turistas de inverno atraem?» - Foi esta convicção que nos moveu, a mim e aos meus companheiros de viagem, para o minúsculo país encravado entre Espanha e França.

E de facto as pistas de esqui ainda estavam abertas, apesar de já com pouco afluência por ser fim de temporada. Por isso tive todo o espaço do mundo para me aventurar pela primeira vez no esqui na neve e logo como auto-didacta. Apesar dos vários trambolhões, para primeira experiência tenho a impressão que até não me saí muito mal. E é uma experiência que, quando tiver oportunidade, quero repetir e aperfeiçoar.

Que Andorra vive essencialmente do turismo de inverno e do comércio franco eu já sabia e pude comprovar. O que eu não sabia é que Andorra vive muito do trabalho de portugueses. Durante os dois dias que lá estive foi um desfilar de compatriotas em tudo quanto era lado. O recepcionista do hotel, português. A senhora da farmácia onde comprei um creme, portuguesa. O dono do restaurante do jantar, português. Os seus clientes, portugueses. A empregada do bar após o jantar, portuguesa. Os clientes da discoteca no final da noite, em grande número portugueses. As senhoras que prepararam o pequeno-almoço do hotel, portuguesas. Difícil não me sentir em casa!

Sei agora que cerca de 25% dos habitantes de Andorra são portugueses e esses certamente percorrem frequentemente os mesmos mil e tantos quilómetros que me trouxeram de regresso a Portugal, após uns dias de agradável evasão.

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28 Abril 2009

Picos da Europa - Espanha

Vista - Picos da Europa - Espanha



Riacho - Picos da Europa - Espanha

Aldeia de Bulnes - Picos da Europa - Espanha



Seres (uns voam outros rastejam...) - Picos da Europa - Espanha

Dizem que lá para Agosto a rota é mais congestionada do que um carreiro de formigas rumo ao açucareiro. Mas no final do ainda frio mês Abril, quando por lá decidi passar o dia a caminhar, a Ruta Garganta del Cares – o mais popular circuito de trekking dos Picos da Europa - estava confiada a apenas uns quantos recalcitrantes amantes da caminhada na natureza a quem nem a ameaça eminente de chuva dissuadiu.

O caminho sobe e desce, curva e contracurva mas nunca se afasta muito do rio Cares durante os cerca de 9 kms do circuito. E é essa a essencial beleza do percurso que passa por pontes, túneis, desfiladeiros e gargantas aprofundadas pelo rio. A caminhada é considerada de dificuldade média mas os 9 kms transformam-se em 18 km já que o regresso tem de ser pelo mesmo caminho. Como se esta estirada não fosse bastante ainda decidi subir ao remoto povoado de Bulnes. E aqui o trilho apesar de mais curto é bem mais exigente!

Enfim, foram cerca de 10 horas de natureza no seu estado genuíno, ar puro e cândidas paisagens. Calcorrear o coração dos Picos da Europa cansou-me as pernas mas fez-me muito bem ao espírito.

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27 Abril 2009

Picos da Europa - Espanha

Basílica de Covadonga - Picos da Europa - Espanha



Lago Enol - Picos da Europa - Espanha



Lago Ercina - Picos da Europa - Espanha

O Parque Nacional Picos da Europa, essa singular cordilheira de montanhas que se estende pelas províncias espanholas de Astúrias, Cantábria e Castilla León, foi o destino que se seguiu.

O primeiro dia foi dedicado aos cartões postais do parque. Logo o Santuário de Covadonga erigido como símbolo da Reconquista já que foi algures por aqui que, em 722 DC, os cristãos ganharam a primeira batalha aos muçulmanos, numa tarefa que continuaria pelos 800 anos seguintes. É actualmente local de peregrinação não só pela elegante basílica ao estilo neo-Romanesco característico nas catedrais do centro da Europa mas também por uma Cave – a Santa Cueva – onde a Virgem terá aparecido aos guerreiros antes da histórica batalha. À atenção das moças casadoiras: abaixo da cave fica a Fonte Siete Caños que supostamente assegura casamento no espaço de um ano às meninas que nela beberem.

Depois, subindo uns inclinados 12 kms, naquela que é uma das mais populares e exigentes etapas da volta à Espanha em bicicleta, chega-se à zona dos lagos glaciares de Covadonga. Já acima dos mil metros e com os picos das montanhas cobertos de neve bem à vista dois pitorescos lagos – Lago Enol e Lago Ercina – e um agradável caminho/circuito a ligá-los. Excelente para desentorpecer as pernas!

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26 Abril 2009

Astúrias - Espanha


Catedral - Oviedo - Espanha


Plaza Mayor - Oviedo - Espanha

Vista - Gijón - Espanha

Da Galiza foi tempo de rumar à histórica província das Astúrias, território a partir do qual se iniciou a reconquista da Península Ibérica à ocupação moura.

Foi "A muito nobre, muito leal, heróica, invicta, benemérita e boa cidade de Oviedo" que me acolheu no meu primeiro dia nas Astúrias. É o lema inscrito no brasão da cidade e eu não tenho nada a opor.

A capital das Astúrias além de todos estes atributos também deixa perceber que oferece aos seus habitantes uma invejável qualidade de vida. Na minha curta estada por lá pouco mais deu para visitar que o seu muito bem cuidado centro histórico e fazer o circuito das Sidrerias pela inevitável Gascona - a avenida da Sidra.

De Oviedo já se avista ao longe aquele que foi o principal motivo da escolha desta zona para esta viagem de uma semana: o Parque Nacional Picos da Europa. Antes apenas uma curta visita à bem cuidada cidade costeira de Gijón e logo o GPS apontou para os Picos da Europa.

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25 Abril 2009

Galiza - Espanha

Rua no Casco Viejo - Vigo - Espanha


Vista - Corunha - Espanha

Vista - Cabo Finisterra - Espanha


Junto à Catedral - Santiago de Compostela - Espanha


Muitas vezes me perguntam:
- E pela Europa tens viajado muito?
Sempre respondo:
- Nem por isso. A Europa por regra é mais fácil de viajar, por isso posso conhecer quando for mais velhote.

Mas desta vez esta regra virou excepção e acabei por ficar mesmo pela vizinha Espanha com um saltinho a Andorra. A Espanha já tinha ido diversas vezes mas nunca tão a norte. Por isso desta vez o roteiro foi via norte de Portugal em direcção à verdejante província da Galiza.

E por lá fiz um pequeno périplo pelas suas cidades mais importantes. Primeiro por Vigo a maior cidade da Galiza e principal porto pesqueiro da Europa. Depois pela labiríntica cidade da Corunha rodeada de mar por quase todos os lados. A cidade, onde logo ressalta à vista a emblemática Torre / Farol de Hércules, serviu não só de pernoita como para degustar o afamado e altamente recomendado Pulpo a la Gallega.

No dia seguinte uma simbólica passagem pelo Cabo Finisterra (ou Fisterra como também é denominado) onde felizmente já não são visíveis vestígios da trágica passagem, em 2002, do petroleiro Prestige por esta zona.

Por fim a visita à cidade mais famosa e que mais turistas atrai a esta parte de Espanha - Santiago de Compostela. Aqui terminam as suas peregrinações os inúmeros devotos que um pouco por toda a Galiza e não só fui vendo caminhar ao longo da estrada. E a mística da cidade é irremediavelmente marcada por este vai e vem de gente que solitariamente ou em grupo se procura introspeccionar pelos caminhos de Santiago. Para esses a sumptuosa Catedral românica é por isso não só uma meta, como muitas vezes um marco para um novo começo. Para mim, um agnóstico assumido, foi apenas mais uma bela e rica obra eclesiástica.

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24 Abril 2009

Espanha e Andorra 2009

Picos da Europa - Espanha

Como actualmente a vida não me permite viagens de duração mais extensa vou tendo que me contentar com umas fugidinhas de curta duração.

Foi isso que fiz recentemente quando visitei o norte de Espanha e o Principado de Andorra. Sete escassos dias que ainda assim proporcionaram algumas fotos e aventuras novas que pretendo partilhar brevemente neste blog. Contem com isso...

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02 Maio 2008

Casablanca e Tânger - Marrocos

Tânger vista do ferry boat - Marrocos

Mesquita Hassan II - Casablanca - Marrocos

A semana estava a terminar e era tempo de começar a recolher a casa. O caminho de volta foi quase sempre feito com o oceano atlântico à vista e houve tempo ainda para uma breve passagem pela maior metrópole de Marrocos, Casablanca com os seus mais de 4 milhões de habitantes. É nesta cidade que se encontra um dos maiores templos islâmicos do mundo, a Mesquita Hassan II. Um enorme complexo, com capacidade para mais de 25.000 fiéis, construido em honra do então rei Hassan II, que seria suposto ficar pronto em 1989 por altura do 60º aniversário do rei, mas que apenas viria a ser inaugurado quatro anos depois.

Continuando para norte, desta vez o local escolhido para atravessar o estreito de Gibaraltar foi Tânger (na vinda, a travessia foi por Ceuta). E Tânger continua fiel ao seu espírito cidade de muitas errâncias. Cidade portuária, fronteiriça e misteriosa que dia a dia vê chegar e partir gente de muitas origens, literalmente. E foi simplesmente para partir que desta vez abordei a cidade. Após uma semana muito bem passada entre gente que, na sua ancestral simplicidade, sabe muito bem receber.

Até um dia destes Marrocos!

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01 Maio 2008

Safi - Marrocos

Forte português - Safi - Marrocos

Lojas de cerâmica - Safi - Marrocos

Depois da grande conquista da montanha mais alta do norte de África foi tempo de rumar para a costa atlântica. E Safi, uma cidade portuária que vive essencialmente das exportações de pesca e de fosfatos, foi o destino escolhido.

A cidade que durante os séculos XV e XVI foi governada pelos portugueses está cheia de vestígios desse tempo na sua parte antiga. E ao que parece é o governo português que tem financiado as obras de conservação de alguns locais de referência na cidade. Não posso deixar de concordar com esta politica de preservação da nossa história.

Safi é ainda conhecida como a capital da cerâmica artesanal e ao caminhar pelas estreitas ruas da sua Medina não é difícil encontrar artesãos a moldarem o barro das formas e feitios mais variados.

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30 Abril 2008

Toubkal - Marrocos

A subida - Toubkal - Marrocos


Vista - Toubkal - Marrocos

Eu no topo do Jbel Toubkal - Marrocos

Dia de cume. Era dia de tentar atingir o cume e eu estava bem apreensivo se o conseguiria fazer. Se no primeiro dia a única dificuldade tinham sido as muitas horas de caminhada, já neste segundo dia se avizinhavam desafios bem maiores. O caminho a partir do refúgio até ao cume estava quase todo coberto de neve e a minha experiência a caminhar em neve era praticamente nula. Para agravar a situação estava com uns sapatos que são muito bons para caminhar em terreno seco mas que não são impermeáveis e cuja sola também já não tem a mesma aderência de quando eram novos o que podia ser um problema na neve. Além disso, ao contrário da esmagadora maioria dos outros caminhantes, não tinha nem crampons, nem bastões, nem piolet nem nenhum dos equipamentos específicos para subidas em alta montanha. Numa decisão de última hora consegui que um dos guias de montanha marroquinos me alugasse uns velhos bastões e um piolet que tinha para lá encostados.

Foi talvez esta apreensão, juntamente com uma tosse irritante e o nariz constantemente entupido, que não me deixaram praticamente pregar olho na noite anterior. Mas não havia volta a dar. Já que tinha chegado até ali pelo menos não ia voltar para trás sem tentar. E foi com esse espírito que passo a passo, aprendendo a caminhar na neve e a habituar-me ao meu "novo" equipamento de alta montanha, fui subindo e descansando e subindo e descansando de novo, conquistando metro a metro dos mais de 900 que tinha de subir. E tendo que descansar cada vez mais regularmente à medida que a rarefação de oxigénio se ia fazendo sentir em função da altitude.

Avistar, ainda de longe, a pirâmide que assinala o topo do Jbel Toubkal foi uma alegria e um reforço de energias para o caminho que ainda faltava. Agora já não escapava, estava ali à vista. Por volta das 10:20 da manhã do dia 30 de Abril de 2008, após quatro horas de intensa subida, atingia o cume do Jbel Toubkal a 4.167 metros de altitude! E que vista lá do topo!

Prova superada. Ou quase, porque como diz o maior alpinista português, o João Garcia, chegar ao topo é só metade da conquista pois ainda há o caminho de regresso. E descer pode ser mais rápido mas é igualmente perigoso. Felizmente correu tudo bem e a descida, com algum skú pelo meio, decorreu sem grandes sobressaltos.

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29 Abril 2008

Toubkal - Marrocos

Aldeia no caminho do Jbel Toubkal - Marrocos


A caminho do Jbel Toubkal - Marrocos


Refúgio do Toubkal - Marrocos



Marraquexe estava a ser bom mas o dever chamava. Foi tempo de mudar para Imlil, a pequena vila nas imediações das montanhas do Alto Atlas que serve de base aos caminhantes que pretendem explorar aquela sinuosa região. O Hotel Soleil foi a escolha para pernoitar e essa revelou-se uma decisão bem acertada. O incansável Abdul, para além de todos os esforços para acolher da melhor maneira os hóspedes do hotel que administra, é também um precioso conselheiro para os aventureiros com pouca experiência na arte de subir montanhas como é o meu caso.

Foi baseado nos conselhos do Abdul que, no dia seguinte, eu e os meus companheiros de viagem resolvemos não contratar guia para a caminhada (contrariamente ao que tínhamos planeado), que iniciámos bem pela manhã, e que demorou cerca de seis horas desde Imlil a 1740 metros de altitude até ao refúgio no sopé do Toubkal a cerca de 3.200.

A primeira parte do percurso ainda é feita a coberto das árvores e lado a lado com pequenas povoações que povoam o vale, mas rapidamente o cenário se transforma e, com o Toubkal lá bem no horizonte, o caminho faz-se serpenteando pacientemente as encostas rochosas e empoeiradas onde apenas as cabras encontram vestígios de vegetação. Quando as pernas já reclamam chega por fim o refúgio, que neste caso é sinónimo de comidinha quente e um tecto para descansar. Bem merecidos, diga-se de passagem!

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28 Abril 2008

Marraquexe - Marrocos

Praça Djemaa el Fna - Marraquexe - Marrocos

Loja de candeeiros no suq - Marraquexe - Marrocos

Marraquexe é a principal atracção turística de Marrocos. E quem já por lá passou certamente que entende bem porquê. A cidade, apesar de estar cada vez mais cosmopolita, emana um certo misticismo que se apega a quem a visita.

E há uma série de rituais que são quase obrigatórios quando se passa por Marraquexe. O primeiro que cumpri foi beber dois copos do saboroso sumo de laranja natural. Depois fui jantar nas bancas de comida que diariamente são montadas na praça Djemaa el Fna e que formam um enorme restaurante ao ar livre muito frequentado tanto por locais como por turistas. Não é o maior banquete do mundo mas faz-nos sentir verdadeiramente em Marrocos.

No dia seguinte houve tempo para percorrer o resto do circuito. Tomar chá numa das esplanadas com vista para a praça, fazer compras bem regateadas no labiríntico suq (mercado tradicional) e apreciar a arte dos acrobatas, contadores de histórias, encantadores de cobras, músicos e outros que tais que ganham e vida naquela que é provavelmente a mais famosa praça de África, a Djemaa el Fna.

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27 Abril 2008

Cascatas d'Ouzoud - Marrocos

Cascatas d'Ouzoud - Marrocos

Fazendo um pequeno desvio na estrada que liga Fez a Marraquexe podem visitar-se as Cascatas d'Ouzoud. Não são as quedas de água mais extraordinárias que já vi, mas não deixa de ser impressionante ver a água descer abruptamente pelos mais de 100 metros de desnível.

E o caminho pedestre, bem pelo meio das oliveiras, desde o topo das cascatas até à base e de novo de regresso ao topo já serviu para testar as pernas para a caminhada rumo ao Toubkal que viria a ter lugar dois dias depois.

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26 Abril 2008

Fez - Marrocos


Tinturarias - Fez - Marrocos


Tintureiros - Fez - Marrocos

Com os companheiros de viagem - Fez - Marrocos


A paragem seguinte foi Fez, a mais antiga das cidades imperiais marroquinas, onde já havia estado de passagem mas que não tinha muitas memórias desse dia.

Desta vez tive tempo para visitar a enorme Medina da cidade que para além de ser classificada como património mundial pela UNESCO é também considerada como o maior espaço urbano contínuo livre de carros a nível mundial. E de tão grande e labiríntica que é o mais provável é que mesmo o mais orientado dos turistas se perca lá dentro. Não alheios a este facto estão dezenas de marroquinos poliglotas que fazem fila a oferecerem-se para guiarem a visita... a troco de uns dirhams é claro!

Mas menos mal. Com um guia rapidamente se chega aos pontos de maior interesse da Medina. E de entre eles o destaque vai inteirinho para as tinturarias de peles a céu aberto que funcionam bem no meio do agitado lugar. O cheiro que emanam não é dos melhores e as condições de trabalho dos esforçados tintureiros não são as mais dignas mas nem por isso (ou talvez por isso) este deixa de ser um dos cartões de visita da cidade.

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25 Abril 2008

Chefchaouen - Marrocos

Rua - Chefchaouen - Marrocos

Grande Mesquita - Chefchaouen - Marrocos


Repetir destinos não é muito comum em mim mas regressar a Marrocos é e sempre será um prazer. Desde que visitei este belo país pela primeira vez em 2001 esta foi a terceira vez que lá voltei e ainda sinto que este destino me consegue continuar a surpreender. Desta vez o pretexto que me levou a Marrocos foi a subida ao seu ponto mais alto – O Jbbel Toubkal - que fica na cordilheira do Atlas e que está 4.167 metros acima do nível do mar.

Para lá chegar, como fui de carro desde Coruche, tive de atravessar metade de Marrocos visto que o alto Atlas fica para lá de Marraquexe. Assim, pelo caminho, fui aproveitando para revisitar alguns sítios que já conhecia e descobrir outros que me pareciam interessantes.

A primeira paragem foi em Chefchaouen, uma pequena e tranquila cidade que fica junto às montanhas do Rif e sobre a qual já tinha ouvido falar muito bem. E de facto, Chefchaouen não decepcionou com as suas casas caiadas de branco a lembrar as aldeias alentejanas mas onde sobressai o azul/céu que tinge as paredes até meia altura. E é um regalo podermo-nos perder pelo emaranhado de ruas estreitas que invariavelmente vão desaguar à praça central onde está a Grande Mesquita e o Kasbah onde funciona o museu da cidade. Na praça é onde tudo se passa e é também o melhor sitio para se medir a tranquila pulsação do lugar enquanto se aprecia um revigorante chá de menta numa das concorridas esplanadas que adornam o lugar.

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24 Abril 2008

Marrocos 2008

Avô e neta - Chefchaouen - Marrocos

Durante as duas curtas semanas que recentemente tive de férias decidi dedicar uma para revisitar o reino de Marrocos.
Nesta que foi a quarta vez que visitei o segundo país geograficamente mais próximo de Portugal, resolvi reservar uns dias para subir ao ponto mais alto das montanhas do Atlas e do norte de África, o Jbel Toubkal com 4167 metros de altitude.
Foi uma semana bem intensa e brevemente aqui darei conta disso mesmo.

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06 Março 2008

Aqui em África

Aqui em África

Aqui em África é o blog que criei quando, há quase um ano, vim viver para Angola. Na altura tratava-se de uma mudança importante na minha vida e como Angola é um sítio que desperta curiosidade em muita gente achei que seria interessante partilhar um pouco da minha experiência por terras africanas.

A minha intenção era publicar fotos e relatos da minha vida por aqui com regularidade. Mas, por uma série de factores (falta de tempo, net lenta, poucas fotos, etc.), este tem sido um projecto adiado. Ainda assim, amiúde, tenho publicado algumas fotos com curtas legendas que estão longe de poderem dar uma ideia de como se organiza a vida por aqui mas que mostram alguns dos lugares angolanos por onde tenho passado.

Não é o que idealizei mas é alguma coisa. Por isso convido-vos a visitar.

http://psantos44.blogspot.com/

28 Outubro 2007

Windhoek - Namíbia

Windhoek - Namíbia

A muito limpa e ordenada cidade de Windhoek ao sábado à tarde quando lá regressei era um sítio calmo e sem grande agitação. Mas à noite, na festa de Reggae num pub local a que fui com alguns dos companheiros da expedição de Sossusvlei, deu para perceber a verdadeira energia deste povo e como a música lhes diz tanto. Good Vibe!
E foi assim a Namíbia…

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27 Outubro 2007

Sossusvlei - Namíbia


Árvore morta - Sossusvlei - Namíbia

A escalar a rocha - Sossusvlei - Namíbia

Nascer do sol - Sossusvlei - Namíbia


Tentativa artística - Sossusvlei - Namíbia


Nesta parte do muito extenso e mais antigo deserto do mundo – o Deserto do Namibe, que se estende desde o sul de Angola até quase ao fundo da Namíbia – pode-se também visitar um fenómeno da natureza que são umas árvores que estão completamente sem vida há séculos mas que se mantém bem firmes em pé e cuja madeira aparenta ainda estar para durar por muito tempo. Uma das explicações que se apontam é o facto de o clima inóspito não permitir a sobrevivência dos parasitas da madeira. A esta parte do parque chamam Deadvlei. Por perto há ainda um desfiladeiro cavado por um rio que só tem água na época das chuvas mas que é conhecido por estas bandas por ser o cenário de uma famosa lenda local.

O cenário era lindo a companhia era boa a o alojamento era básico mas aguentava-se mas… o tempo era escasso. As férias não esticam e uma semana passa a correr. Por isso, lá tive de regressar a Windhoek no sábado, 27 para poder apanhar o avião no dia seguinte de manhã. O caminho de volta foi novamente demorado e empoeirado e a sensação para mim já era a de descompressão de fim de viagem.

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26 Outubro 2007

Sossusvlei - Namíbia

Com a alemã Astrid - Sossusvlei - Namíbia


A descer a duna - Sossusvlei - Namíbia


Árvore junto à duna - Sossusvlei - Namíbia


Deadvlei - Sossusvlei - Namíbia

Talvez melhor que o pôr-do-sol no cimo da dunas só mesmo o nascer do sol no cimo da dunas… Por isso no segundo dia a ordem foi levantar bem cedo para ir ver o nascer do sol no cimo da duna a que convencionaram chamar Duna 45.

Mais uma dura caminhada até ao topo mas mais uma vez o esforço é amplamente recompensado. Simplesmente soberbo! E desta vez a máquina fotográfica não me deixou ficar mal…

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25 Outubro 2007

Sossusvlei - Namíbia

Formiga ao pormenor - Sossusvlei - Namíbia


Ondulado - Sossusvlei - Namíbia


Perna longa - Sossusvlei - Namíbia


Dunas - Sossusvlei - Namíbia


Como previsto chegámos à zona de Sossusvlei com tempo suficiente para montar o acampamento (pois… porque eu fui com orçamento de campista) e ainda a tempo de subir às dunas mais próximas para ver o pôr-do-sol.

A caminhada para o topo das dunas, na areia solta e fofa, não é nada fácil mas a recompensa vale cada gota de suor. A vista é magnífica, e ao pôr-do-sol as dunas ficam com uma cor ainda mais espectacular!

Pena foi que a minha máquina fotográfica não quis colaborar e resolveu gastar as pilhas todas antes da apoteose (se calhar teve a ver com o facto de me ter fartado de fotografar no caminho para o topo...). Mas até foi bem assim pois, apesar de não ter registos, acabei por aproveitar melhor o momento em que o enorme sol finalmente se escondeu no horizonte.

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Sossusvlei - Namíbia

A cruzar o Trópico de Capricórnio - Namíbia



Paisagem - Namíbia


A 1ª duna - Sossusvlei - Namíbia


A fotografar - Sossusvlei - Namíbia

Depois de regressar a Windhoek não houve tempo a perder e no dia seguinte, bem cedo, estava novamente de partida para mais uma estirada de várias horas. Desta vez o destino eram as famosas dunas vermelhas de Sossusvlei.

O caminho nesta zona é bem mais acidentado e a paisagem deixa ver algumas montanhas e desfiladeiros interessantes. O mau é que isso significa muitas curvas na estrada que, ainda por cima, é de terra batida. Ou seja, cada vez que nos cruzamos com outra viatura temos de fechar as janelas à pressa para não sermos invadidos de pó. Felizmente que não havia muito trânsito!

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24 Outubro 2007

Etosha - Namíbia

Leoas - Etosha - Namíbia


Pôr do Sol - Etosha - Namíbia

Acampamento - Etosha - Namíbia


Kudu - Etosha - Namíbia

Ao terceiro dia, após o pequeno-almoço, foi tempo de arrumar a trouxa e começar a pensar no regresso a Windhoek. Mais sete horas de caminho na paisagem quase sempre plana, seca e monótona daquela zona da Namíbia.

O Etosha já ficava para trás mas na minha memória ainda estavam bem frescas as imagens dos animais selvagens em todo o seu esplendor e apenas à distância de um olhar. Assim como estavam bem vivas as memórias das noites de luar passadas à fogueira a ouvir histórias de África e a observar os matreiros chacais a rondarem o acampamento que me serviu de casa nos últimos dias.


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23 Outubro 2007

Etosha - Namíbia

Gazelas - Etosha - Namíbia
Eu a ver elefantes - Etosha - Namíbia


Zebra - Etosha - Namíbia


Céu - Etosha - Namíbia

Durante os três dias em que estive no parque tive oportunidade de ver uma enorme quantidade e alguma variedade de animais selvagens.

Foram muitas gazelas, zebras, kudus, girafas, impalas, gnus, oryx, elefantes, avestruzes, chacais, perdizes e aves diversas. Alguns leões, águias, esquilos e lagartos. Uma hiena e um rinoceronte e mais uma quantidade de outras espécies de animais de que nem sequer sei o nome.

Houve alguns que tinha grandes esperanças de ver, como o leopardo, o crocodilo, a chita e o rinoceronte mas infelizmente eles não se quiseram mostrar. Timidez talvez... ou então andavam entretidos a caçar.

Sem dúvida que a savana africana proporciona momentos de uma beleza e tranquilidade assinaláveis. O pôr do sol africano é magnifico e é uma altura de grande actividade junto aos charcos de água. E adormecer com o som das hienas, dos chacais e dos leões como música de fundo é simplesmente inesquecível!

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Etosha - Namíbia

Águia - Etosha - Namíbia

Bicharada - Etosha - Namíbia


Girafa - Etosha - Namíbia


Oryx - Etosha - Namíbia


O Etosha é um enorme parque natural no norte da Namíbia famoso por estas bandas por ser habitado por uma enorme variedade de animais selvagens alguns dos quais em perigo de extinção e que já só encontram mesmo nesta região.

Apesar do terreno ser muito árido e da vegetação ser essencialmente rasteira e seca por aqui passeiam alguns dos maiores e mais imponentes mamíferos do planeta. Eles estão um pouco por todo o parque mas a melhor forma e com mais garantias de os observar é esperar junto aos charcos de água onde, invariavelmente, todos mais cedo ou mais tarde vêm saciar a sede.

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22 Outubro 2007

Etosha - Namíbia

Entrada no Parque Nacional Etosha - Namibia


Girafas - Etosha - Namíbia


Hiena - Etosha - Namíbia


Elefante - Etosha - Namíbia

A Namíbia passou a estar na minha lista de prioridades para visitar desde que vim viver para Angola. Toda a gente com quem falei que já conhecia este país do sul de África me deu as melhores referências. Que vale muito a pena visitar, que nem parece África, que é muito limpo e organizado, que tem atractivos turísticos fantásticos… enfim. Por isso, agora que consegui tirar uma semana de férias resolvi ver com os meus próprios olhos.

A Namíbia é um país relativamente recente, que apenas ganhou a sua independência em relação à África do Sul em 1990 (antes da África do Sul tinha sido uma colónia alemã até à I Guerra Mundial). É um país de vastas áreas mas de baixa densidade populacional. Para se ter uma ideia a Namíbia, em termos de área total, é cerca de nove vezes maior que Portugal mas no seu território apenas habitam dois milhões de pessoas.

Ao segundo dia da minha estadia no país pude perceber isso perfeitamente quando fiz a viagem desde a capital Windhoek até ao Parque Nacional Etosha. Cerca de sete horas de viagem em que se encontram apenas quatro ou cinco pequenas povoações pelo caminho.

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21 Outubro 2007

Namíbia

Eu nas dunas em Sossusvlei - Namibia

Entre os dias 21 e 28 de Outubro de 2007 fiz uma breve incursão pela Namibia. Durante essa semana visitei o Parque Nacional Etosha e as dunas vermelhas em Sossusvlei. Tive ainda tempo para ver um pouco da capital Windhoek.

Brevemente publicarei aqui algumas das lindas fotos que esta viagem proporcionou.

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29 Agosto 2007

Um ano

Estrada em frente - Deserto do Kalahari - Botswana
29 de Agosto de 2007. Um ano. Faz hoje exactamente um ano que parti de Portugal com o intuito de visitar o mundo. Por tudo o que vivi desde esse dia até hoje até me parece que passou muito mais tempo…

Nestes últimos 365 dias estive em mais de uma dezena de países em três continentes diferentes, percorri milhares de kilómetros nos mais diversos meios de transporte (desde a bicicleta ao sofisticado avião, passando pelo autocarro o comboio o barco e até mesmo o elefante), estive em alguns dos mais belos cenários do planeta, conheci e convivi com dezenas de pessoas, fiz amizades efémeras e outras que perdurarão, passei por momentos de dúvida e incerteza, busquei a felicidade e encontrei-a em muitos momentos, abdiquei de um emprego e arranjei outro, contemplei o melhor e indignei-me com o pior do mundo, amei e fui amado, senti saudades, vivi momentos de deslumbre e euforia, iludi-me e sofri com isso, aprendi e ensinei, decepcionei e decepcionei-me com pessoas, li livros fantásticos, descansei e voltei a cansar-me, ri e chorei, fiz rir e fiz chorar… Enfim, vivi. Vivi intensamente. Vivi como nunca antes.

E o balanço que faço deste último ano é que foi, de longe, o melhor ano da minha vida… até agora. Pois continuo convicto que o melhor está sempre para vir.

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21 Dezembro 2006

Lisboa - Portugal

A minha Comissão de Boas Vindas no aeroporto - Lisboa - Portugal

De Bangkok voei, com a companhia aérea turca, até Istambul (por coincidência o sítio onde havia começado esta aventura) e daí apanhei novo voo até Lisboa. Foram quase 24 horas desde o momento em que deixei Bangkok até aterrar em Lisboa e voltar a sentir-me em casa. Cheguei cansado mas muito feliz reencontrar os que tanto torceram para que esta viagem tivesse este final feliz.

Os bons momentos desta viagem (e foram muitos) já começam a ser apenas uma recordação. Uma recordação daquelas que vai deixar muitas saudades. Afinal para trás ficaram os quatro meses mais empolgantes da minha existência!

Isto de viajar é absolutamente viciante! Quanto mais se visita mais noção se ganha que há muito mais para ver! E reafirmo que o meu desejo é que a vida me permita ver o máximo…

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19 Dezembro 2006

Bangkok - Tailândia


Bangkok - Tailândia

A tratar do rosto - Bangkok - Tailândia


Os últimos dias desta inesquecível viagem foram passados em Bangkok entre visitas de última hora, despedidas, alguns caprichos, compras de Natal e de alguns souvenirs. Nos últimos tempos também me tenho vindo a preparar mentalmente para o regresso à realidade (e ao frio) da velha Europa.

É engraçado notar que nesta minha segunda passagem por Bangkok consegui desfrutar muito mais a cidade. Sem dúvida que durante os últimos três meses aprendi a lidar muito melhor com as diferenças culturais que o SE asiático representa. E tenho impressão que isso mesmo transparece para fora pois desta vez já não fui tão cansativamente abordado pelos condutores de tuk-tuk e de táxi, pelas massagistas, pelos vendedores de roupa e de comida, e afins.

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16 Dezembro 2006

Ayuthaya - Tailândia

Parque- Ayuthaya - Tailândia


Buda na árvore - Ayuthaya - Tailândia


Banca de insectos - Ayuthaya - Tailândia

A apenas quatro dias de terminar a aventura deu tempo ainda de visitar a antiga capital histórica do Sião, Ayuthaya.

A cidade foi quase totalmente destruída no Sec. XVIII pelo exército birmanês mas muitos templos e outras edificações subsistiram e as ruínas da antiga cidade são hoje um autêntico museu ao ar livre, tantos e tão belos são os monumentos históricos que por por toda a cidade se podem visitar.

Não é por acaso que a Unesco classificou o local como Património Mundial da Humanidade.

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14 Dezembro 2006

Praias da Tailândia - Tailândia

Vista - Ilha de Lanta - Tailândia

Aldeia - Ilha de Lanta - Tailândia

De scooter - Ilha de Lanta - Tailândia

Depois de Penang voltei a entrar na Tailândia, desta vez pelo sul. Durante uma semana fiz uma incursão pelas suas praias paradisíacas que tantos turistas atraem. E não é difícil perceber porquê!

Passei, inicialmente, pela calma Ilha de Lanta, onde aluguei uma scooter com 150 cc de cilindrada que me permitiu percorrer a ilha de ponta a ponta e inclusivamente visitar algumas paradisíacas praias totalmente desertas.

Praia - Ilhas Phi Phi - Tailândia

Cenário - Tailândia

Depois fui para as encantadas Ilhas Phi Phi que são aquele cenário de sonho quando se reúne no mesmo sítio praias de areia clara com uns coqueiros, água azul límpida à temperatura ideal, bebidas frescas e uma boa companhia… Inesquecível!

Porto - Ao Nang (Krabi) - Tailândia

Pormenor de praia - Tailândia

Finalmente passei uns dias na muito turística praia de Ao Nang junto a Krabi que além das idílicas praias é também capital mundial da escalada na rocha. É incrível ver por onde os escaladores se movimentam!

Todas estas zonas foram duramente atingidas pelo tsunami de Dezembro de 2004 mas felizmente os vestígios desse trágico dia já não são muito visíveis. A excepção são as Ilhas Phi Phi onde ainda se continua a reconstruir a um ritmo desenfreado e nem sempre da maneira mais ordenada.

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06 Dezembro 2006

Penang - Malásia

Vista - Penang - Malásia

Templo - Penang - Malásia


De regresso à Malásia, a ilha de Penang foi a minha casa por uns dias.

Penang é famosa na região não apenas pela sua geografia mas também pela sua variada e deliciosa gastronomia. Muita gente vem aqui para provar as melhores iguarias da cozinha malaia, indiana, chinesa, tailandesa, etc.. De fazer crescer água na boca, garanto!

O sitio também é adornado por alguns bonitos templos e edifícios de várias religiões e civilizações entre os quais o bonito Khoo Kongsi que foi utilizado como cenário no filme 'Anna e o Rei'.

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04 Dezembro 2006

Medan - Indonésia

Mesquita - Medan - Indonésia

Oficial da alfândega - Indonésia

De Berastagi fui para Medan, a quarta maior cidade indonésia e a maior de Sumatra com mais de 4 milhões de habitantes.

A cidade não é propriamente interessante. Apenas uma grande metrópole cheia de agitação e onde se percebe imediatamente a poluição que paira no ar. No entanto, é a partir desta cidade que se embarca no ferry boat que liga a enorme ilha de Sumatra à pequena ilha de Penang na Malásia e foi esse o principal propósito da minha estadia na cidade.

As formalidades de saída da Indonésia foram particularmente fáceis para mim pois no autocarro que me levou até ao ferry dividi o lugar com uma oficial da alfândega indonésia que, logo que chegámos ao posto fronteiriço, se aprontou de tratar de toda a minha documentação. Só tive que prometer que voltava no próximo ano para a rever!

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03 Dezembro 2006

Berastagi - Indonésia



Monte Sibayak (ao fundo) - Berastagi - Indonésia

A caminho do vulcão - Berastagi - Indonésia

Eu junto ao vulcão fumegante - Berastagi - Indonésia

Mais conformado com as diferenças que a Indonésia representa, decidi seguir para Berastagi com o intuito de subir ao Monte Sibayak, a 2100 metros de altura, e visitar o vulcão fumegante que ali se encontra.

Assim, ao segundo dia em Berastagi bem pela manhã e na companhia de duas viajantes australianas encetámos a caminhada de mais de três horas até ao topo. O caminho apesar de muito inclinado tem trechos de pura selva e é de uma beleza assinalável mas a chegada à cratera fumegante é sem dúvida o momento do dia.

Ali vive-se o vulcão. É o som e o cheiro do fumo de enxofre a sair das entranhas da terra e é fundamentalmente estar tão perto deste mistério da natureza que sentimos que pode explodir a qualquer momento. Que experiência!

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30 Novembro 2006

Ilha de Samosir (Lago Toba) - Indonésia

Imagem de Satélite do Lago Toba - Indonésia


Lago Toba - Indonésia

Miúdos a regressar da escola - Samosir - Indonésia


Da tranquilidade do Lago Maninjau voltei a Bukkitinggi para apanhar o autocarro VIP com A/C das 5 da tarde para Parapat, junto ao Lago Toba, que supostamente deveria chegar ao destino por volta das 7 da manhã do dia seguinte.

A viagem que era suposto começar às 5 da tarde começou já por voltas das seis e as 14 horas que era suposto demorar transformaram-se em 18. Mas o pior de tudo é que na Indonésia é permitido fumar nos autocarros e os indonésios são fumadores inveterados. Para piorar as coisas o A/C funcionou sempre a temperaturas escandinavas. Numa viagem de 18 horas isso representou para mim uma noite de frio e uma enorme dor de cabeça e de olhos tanto era o fumo a bordo.

Felizmente a paz e a tranquilidade que vivi durante os 3 dias que passei no dolce fare niente no Lago Toba foi suficiente para dissipar todas estas mazelas.

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27 Novembro 2006

Maninjau - Indonésia


Vista do Lago Maninjau - Indonésia

Vista do Lago Maninjau - Indonésia

Como em Bukittinggi não havia muito para fazer decidi mudar-me para Maninjau.

Maninjau é uma pequena vila que fica junto a um lago com o mesmo nome. O Lago preenche a cratera de um pequeno vulcão extinto e o caminho para lá mostra isso mesmo. Primeiro sobe-se e do topo pode-se avistar a totalidade do lago e da cratera. Depois descem-se as 44 curvas e chega-se ao bonito e tranquilo lago.

A Indonésia nos últimos anos, devido a alguns atentados terroristas, catástrofes naturais e alguns problemas para a atribuição de vistos, tem perdido imensos turistas. É uma pena ver as infra-estruturas, que há uns tempos estavam repletos viajantes, hoje em dia a definhar.

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26 Novembro 2006

Bukittinggi - Indonésia

Autocarro para Bukittinggi - Indonésia


Torre do Relógio - Bukittinggi - Indonésia


Como Singapura é um país pequeno a minha estada por lá foi proporcional. Num sábado bem pela manhã apanhei um ferry boat que me levou até à Indonésia, mais propriamente à ilha de Batam.

De Batam apanhei um voo doméstico até Pekanbaru na ilha de Sumatra, onde pernoitei. No dia seguinte apanhei um autocarro para Bukittinggi mais no interior da ilha. Demorei cerca de oito horas a percorrer os 220 km que separam as duas cidades.

Viajar na Indonésia não é fácil!

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24 Novembro 2006

Singapura - Singapura


Arranha Céus - Singapura

Vista - Singapura

De Malaca segui para o pequeno país que é aclamado como o mais limpo do mundo, Singapura.

Durante os dois dias que lá permaneci pude comprovar que isso é absolutamente verdade. Tem de se procurar bastante para encontrar um papelito no chão. E além disso as ruas estão todas bem sinalizadas, os passeios são largos, os jardins estão bem cuidados e os transportes públicos funcionam que nem relógios suíços. Gostei!

Foi também uma sensação estar no meio de uma floresta de aço e de betão, tantos e tão juntos são os enormes edifícios em certas partes da cidade/país.

Em Singapura também tive oportunidade de experimentar a Internet mais rápida que alguma vez vi. Se fosse sempre assim certamente que este blog andaria mais actualizado!

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22 Novembro 2006

Malaca - Malásia

Centro histórico - Malaca - Malásia

Refeição - Malaca - Malásia


Réplica da Caravela Portuguesa - Malaca - Malásia

De Kuala Lumpur foi tempo de rumar a mais um lugar de que comecei a ouvir falar na escola primária: Malaca - a cidade que em tempos foi uma colónia portuguesa. E a cidade está cheia de marcas desses tempos.

Em Malaca, entre outras coisas, visitei o que resta do Forte construído pelos portugueses no Sec. XVI, a igreja de S. Francisco de Xavier e a Réplica da Caravela portuguesa que aqui chegou há 500 anos atrás.

Nos arredores da cidade visitei também o bairro de Portugal onde os habitantes, um misto de asiáticos com europeus, falam um dialecto baseado num português arcaico. Tentei o diálogo em português com alguns locais mas tudo o que consegui perceber foram umas quantas palavras isoladas.

Foi bom, no entanto, observar que a cidade preserva com orgulho a sua história.

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19 Novembro 2006

Kuala Lumpur - Malásia

Eu com as Torres Petronas ao fundo - Kuala Lumpur - Malásia

Com a anfitriã Ling - Kuala Lumpur - Malásia


Depois de percorrer o Vietname de Sul a Norte foi tempo de mudar de país. Assim, no dia 18 de Novembro de 2006 voei de Hanoi para Kuala Lumpur na Malásia. Um voo de quase três horas e a mudança para um ambiente substancialmente diferente.

A Malásia representou uma grande diferença em relação ao que estava acostumado no SE Asiático. Um país moderno e muito mais organizado do que os seus vizinhos.

Na capital, Kuala Lumpur, podemos ver alguns edifícios que nos fazem curvar bastante o pescoço entre os quais as inevitáveis Torres Petronas. As Torres Petronas para além de muito altas são também muito bonitas.

Durante a minha estadia em KL tive como anfitriã a incansável Ling. Uma viajante malaia que conheci há um mês no Cambodja e que se revelou uma excelente cicerone a mostrar-me a sua cidade. Obrigado Ling!

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17 Novembro 2006

Hanoi - Vietname

Rua - Hanoi - Vietname

Vista - Hanoi - Vietname

Vista da varanda do Hotel - Hanoi - Vietname

Depois de Halong fui à descoberta da capital do país, Hanoi.

A capital do Vietname é uma cidade antiga e cheia de história. Bem no centro existe um lago rodeado por uns bonitos jardins onde é vulgar ver grupos de vietnamitas de todas as idades bem cedo praticar a sua ginástica matinal.

A agitada zona comercial da cidade é também um bom sitio para encontrar produtos contrafeitos de excelente qualidade. Relógios, mochilas, roupa, óculos, etc. tudo a preços muito populares.

Por esta altura decorria na cidade uma importante cimeira dos países da Ásia e Pacifico (APEC). Além de mim estavam também na cidade figuras como George Bush, Vladimir Putin, Hu Jintao, entre outros. E foi ver a cidade engalanada para nos receber.

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14 Novembro 2006

Baía de Halong - Vietname

Baía de Halong - Vietname


Vendedoras de frutas - Baía de Halong - Vietname

A Baía de Halong é talvez o maior cartão de visita do Vietname e motivo pelo qual muita gente vem a esta zona do globo. Também não quis deixar de visitar esta maravilha da natureza.

Por isso durante três dias fiz uma incursão pela Baía a bordo de lindo barco típico da região. Durante os três dias houve oportunidade de andar de kayak, visitar umas enormes grutas bem no meio da Baía, relaxar nas praias da ilha de Cat Ba onde pernoitámos na segunda noite, subir ao topo da montanha mais alta da ilha e aproveitar a tranquilizante paisagem.

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11 Novembro 2006

Hué - Vietname

Templo na Cidadela - Hué - Vietname

Com a família Khang - Hué - Vietname

Após Hoi An rumei a Hué. Uma agitada cidade sensivelmente a meio do país. Aqui é possível visitar a bonita cidadela da cidade. E indo de barco, rio acima, junto às margens podem também ver-se uns imponentes mausoléus onde jazem alguns antigos imperadores desta região.

Foi num desses monumentos que tive oportunidade de, após muito tempo, desenferrujar o meu português que já não praticava há dois meses e meio. Ali encontrei um grupo de médicos obstetras da zona do Porto que, após um congresso na Malásia, decidiram visitar o Vietname. De repente estava rodeado de portugueses curiosíssimos acerca da minha aventura e a tirarem-me fotografias como se de uma atracção turística se tratasse.

Estou convencido que, há semelhança do que acontece na maioria dos países ocidentais, daqui por alguns uns anos haverá muitos portugueses a viajar de forma independente e por períodos alargados. Na parte que me toca faço votos para que assim seja…

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09 Novembro 2006

Hoi An - Vietname


Vista de Hoi An - Vietname

Ponte Japonesa - Hoi An - Vietname

De Nha Trang para Hoi An, a terra dos costureiros. Esta pequena e simpática cidade está nos roteiros turísticos essencialmente porque aqui, por um preço imbatível, é possível ter qualquer tipo de roupa feito à medida. Por isso a imagem que se leva daqui são mulheres ocidentais a tirar medidas ou a carregar sacos de roupa acabada de fazer.

Depois ter tido alguma dificuldade inicial, por esta altura o meu palato já está bastante habituado aos sabores e temperos da região. E desde que aprendi a apreciar esta comida, tenho tido excelentes momentos gastronómicos, especialmente aqui no Vietname.

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07 Novembro 2006

Nha Trang - Vietname

Praia em Nha Trang - Vietname

Festa de frutas - Nha Trang - Vietname

Refeito das emoções fortes de Dalat segui para Nha Trang na costa. Foi aqui que pela primeira vez vi o mar desde que cheguei ao SE Asiático e logo, para minha sorte, num dia de chuva.

Como não estava agradável junto ao mar resolvi ir cortar o cabelo e fazer manicura e pedicura. Pelo meio a cabeleireira propôs-me em casamento e eu fiquei de pensar.

No dia seguinte, com tempo melhor, visitei umas ilhas ao largo de Nha Trang. Junto a uma delas foi possível fazer snorkeling e constatar que o fundo do mar por estas bandas esta cheio de vida.

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06 Novembro 2006

Dalat - Vietname

Eu a descer uma cascata - Dalat - Vietname

Momento gastronómico- Dalat - Vietname

Depois do delta do Mekong segui para a bonita cidade de Dalat, nas montanhas. A cidade por si só vale a visita mas na minha memória vai ficar também gravada porque foi ali que me juntei a outros três viajantes e com uns guias locais passamos um dia a praticar uma fantástica e radical actividade: Canyoning.

Canyoning é, de uma forma simplista, passar o dia a descer um canyon (desfiladeiro). Para tal recorre-se às mais diversas técnicas: trekking, rappel, natação, saltos para o rio, etc.

O que vos posso garantir é que foi uma das actividades mais extraordinárias que já tive oportunidade de experimentar! E pensar que me foi recomendada por uma sexagenária australiana que conheci há uns dias atrás enquanto viajava pelo delta do Mekong…

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03 Novembro 2006

Delta do Mekong - Vietname

Delta do Mekong - Vietname

Delta do Mekong - Vietname

Uma vez no Vietname resolvi que tinha de visitar o delta do rio Mekong por dois motivos. O primeiro é que vinha acompanhado o curso deste mítico rio desde o norte da Tailândia, depois em varias ocasiões no Laos e também no Cambodja por isso queria ver como ele forma um delta e se junta ao mar.

A outra razão é um pouco mais patriótica pois foi nesta zona que Camões de forma heróica salvou o manuscrito de "Os Lusíadas" quando o barco em que viajava naufragou. A mesma sorte não teve a sua amada chinesa que morreu no naufrágio.

O delta do Mekong enquanto sítio para visitar não é nada de especial. É um sítio tão agitado como qualquer parte do Vietname actual mas foi bom sentir-me num local que faz parte do meu imaginário desde os tempos de escola primária.

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02 Novembro 2006

Ho Chi Minh City - Vietname


Catedral de Notre Damme - HCMC - Vietname

Num templo - Perto de HCMC - Vietname

Depois do Cambodja resolvi ir para leste na direcção da maior cidade do Vietname, Ho Chi Minh City (ex-Saigão).

A entrada no Vietname foi a mais burocrática de todos os países que visitei até agora. Mesmo assim, nada de especial. Pensei que ia ter problemas nesta região com vistos, carimbos, funcionários corruptos, etc. mas até aqui tem sido muito fácil fazer a transição entre países. Que assim continue!

Ho Chi Minh City foi a capital do Vietname do Sul durante a guerra do Vietname e é hoje a capital económica do país (Hanoi é a capital politica). A cidade é imensamente povoada e pulula de vida por todos os cantos. O tráfego nas ruas reflecte isso mesmo. A qualquer hora do dia são mais que muitos os carros, bicicletas e especialmente motoretas que frequentam as ruas. O simples acto de atravessar a rua é uma autêntica aventura!

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30 Outubro 2006

Angkor - Cambodja

Angkor - Cambodja
Angkor - Cambodja

Angkor foi “redescoberto” por arqueólogos franceses apenas no Sec. XIX e se não tivesse tido a intervenção do homem a tendência seria ser engolido pela densa floresta. Ainda assim, em muitos dos templos a natureza resolveu fazer parte do cenário e não é invulgar encontrar árvores completamente embrulhadas nas edificações.

Angkor também tem sido usado muitas vezes como cenário de filmes entre os quais o relativamente recente Tomb Raider com Angelina Jolie.
É sem duvida um sítio majestoso!

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28 Outubro 2006

Angkor - Cambodja


Angkor Wat - Cambodja

Pormenor de templo - Angkor Wat - Cambodja

Ir ao Cambodja e não visitar Angkor é como ir a Paris e não ver a Torre Eiffel, por isso não podia deixar de visitar uma das maiores atracções turísticas do Sudeste Asiático.

Angkor foi o sítio das mais importantes cidades do Império Khmer entre os séculos IX e XV. Hoje em dia apenas persistem os majestosos templos dessa época em diferentes estados de conservação. Alguns estão bastante decrépitos mas outros continuam autênticas obras de arte. E o mais impressionante é verificar como há mais de mil anos atrás foi possível construir edifícios daquelas dimensões apenas com recurso à força humana e animal. Intrigante!

Angkor Wat (na foto) é o mais famoso e é considerado o maior monumento religioso do mundo.

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26 Outubro 2006

Phnom Penh - Cambodja

Sala de tortura na prisão S-21 - Phnom Penh - Cambodja

Caveiras expostas nos "campos da morte" - Phnom Penh - Cambodja

O Cambodja entre 1975 e 1979 foi dirigido pelo regime ultra-radical do Khmer vermelho, liderado pelo hediondo Pol Pot. Durante os quatro anos de governação foram cometidas as mais cruéis atrocidades de que há memoria. Os números divergem mas pelo menos bem mais de um milhão de pessoas morreu vítima das políticas do Khmer vermelho.

Os sítios onde foram cometidas os mais graves atropelos aos direitos humanos estão preservados e hoje em dia são mostrados a quem pretenda visitá-los. Quem passa por Phnom Penh não deixa de visitar os campos da morte e a prisão de alta segurança S-21. Não são propriamente os sítios mais agradáveis para um turista mas representam uma realidade que existiu e que convém recordar para que não seja repetida.

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25 Outubro 2006

Phnom Penh - Cambodja

Pôr do sol - Phnom Penh - Cambodja


Museu Nacional - Phnom Penh - Cambodja


Tempo de mudar de país. Depois do Laos segui para o Cambodja. Cerca de 14 horas de viagem até à capital, Phnom Penh, entre passagens de barco, mini autocarros, formalidades de fronteira e mais autocarros e mais barcos e mais mini-vans e cansativas esperas pelo meio. Enfim… daqueles dias em que viajar cansa.

O Cambodja, apesar de igualmente pobre, revelou-se um sitio muito mais preparado para o turismo do que o Laos. No SE asiático isso significa ter que dizer "no, thank you" a cada 30 segundos pois as ofertas de transporte, acomodação, comida, etc. são mais que muitas.

Ainda assim, a cidade não deixa de ser um sitio bonito para passar uns dias.

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23 Outubro 2006

4000 Ilhas - Laos


Vista satélite das 4000 ilhas - Sul do Laos
(cortesia: Luís Paulos)
Pôr do Sol - Don Det - Laos

Búfalo de água - Laos

De Vientiane viajei para o extremo sul do Laos para uma zona que é conhecida como 4000 ilhas. Aqui o rio Mekong alarga-se e no meio ficam inúmeras ilhas de diversas formas e tamanhos e algumas delas habitadas.

Eu fiquei inicialmente em Don Khong (a ilha maior) e depois mudei-me para Don Det, uma pequena ilha sem electricidade que é utilizada como um refúgio mochileiro. A acomodação é em bungalows junto ao rio. Na varanda todos têm a sua rede-cama que é muito útil para por a leitura em dia ou tirar uma sesta, coisa que não dispensei.

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19 Outubro 2006

Vientiane - Laos

Vista de Vientiane do interior do seu Arco do Triunfo - Laos

Arco do Triunfo - Vientiane - Laos

Após Vang Vieng dirigi-me à capital do Laos: Vientiane.

O Laos é o país menos densamente povoado nesta região e a sua capital reflecte isso mesmo. Ao contrário das muito agitadas cidades da Tailândia, Vientiane é uma cidade relativamente calma e descontraída.

Apesar das regras de trânsito serem um pouco caóticas, como em todo o SE asiático, decidi alugar uma bicicleta e aventurar-me pelas ruas da cidade à procura dos seus pontos de interesse. Para além dos muito bem cuidados templos e da magnífica vista do rio Mekong a cidade tem o seu próprio Arco do Triunfo (influência da colonização francesa) de onde se pode ter uma panorâmica geral da cidade.

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17 Outubro 2006

Vang Vieng - Laos

Eu após o tubing - Vang Vieng - Laos

Parte do grupo do Kayaking - Vang Vieng - Laos

Continuando em direcção ao sul do verdíssimo Laos o destino seguinte foi Vang Vieng. Um reduto mochileiro onde muitos viajantes param para descansar e descontrair um pouco das suas, muitas vezes, longas jornadas.

Eu não parei para descansar em Vang Vieng mas aproveitei a minha curta estadia para pôr o físico em forma. Um dia inteiro a praticar kayaking, com umas curtas paragens para visitar umas grutas através de tubing (flutuar na agua deitado numa câmara de ar), e paragem para efectuar uns saltos para a água. Foram 18 extenuantes kilómetros a remar pelo rio abaixo com chegada à cidade já após o pôr do sol. Cansado mas feliz!

À noite, jantar com o grupo do kayaking, umas cervejitas umas horas de conversa e a certeza de um dia muito bem passado.

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15 Outubro 2006

Luang Prabang - Laos

Luang Prabang - Laos


Recolha de oferendas pelos monges - Luang Prabang - Laos

A chegada do barco a Luang Prabang ao final da tarde é o momento do dia para muita gente na cidade. Os condutores de tuk-tuk e os donos das casas de acomodação da cidade acotovelam-se no porto na ânsia de angariar clientes. E é assim dia após dia!

A cidade é património mundial da humanidade, segundo a Unesco, e percebe-se imediatamente porquê assim que desembarca. A arquitectura é um misto de colonial francesa com arquitectura típica do Sudeste Asiático. E a cidade esta muito bem preservada. Muito charme!

Aqui, um dia levantei-me às 6 da manha para assistir à recolha de oferendas que os monges fazem diariamente nas ruas da cidade. O altruísmo que pude comprovar deixou-me quase embaraçado pois o que tinha para oferecer (algumas doses de arroz embalado em casca de bananeira) era muito pouco comparado com o que vi muita gente entregar.

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13 Outubro 2006

Luang Prabang - Laos

Pôr do Sol - Laos

Pescador - Laos

Pelo caminho vai se matando o tempo em confraternização com os outros viajantes e vão-se aprofundando as recentes amizades. Também se vai percebendo que o Laos é um país quase em estado puro e completamente inexplorado se compararmos com a vizinha Tailândia.

As paisagens que a viagem de dois dias proporciona são um autêntico regalo para a vista. E o pôr-do-sol é puro encanto!

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12 Outubro 2006

Fronteira - Laos

Slow Boat - Laos

A bordo do Slow Boat - Laos

Após o trekking descansei uns dias em Chiang Mai enquanto esperava pela lavandaria e por vaga no mini autocarro que me haveria de levar até Chiang Khong, junto à fronteira com o Laos. Foram dias de recompor forças, experimentar finalmente a famosa massagem tailandesa (que por acaso até é dolorosa) e passar algumas horas na Internet.
Foi nesta altura que decidi dar a conhecer este blog ao pessoal de que tenho o contacto de email. Que me desculpem os que não têm email ou os que têm mas, por algum motivo (já recebi queixas) não receberam a minha mensagem.

Uma noite de cervejas e futebol em Chiang Khong e as primeiras vistas do rio Mekong. No dia seguinte bem cedo finalmente chegado à fronteira com o Laos.

Após as formalidades de saída de um país e entrada no outro, embarquei num slow boat (barco lento) que demora dois dias a fazer o percurso entre a fronteira e a cidade de Luang Prabang, ao ritmo tranquilo do rio Mekong. Os passageiros do barco eram um misto de pessoas locais com turistas dos mais variados cantos do mundo e a atmosfera no barco, durante a viagem, é absolutamente fantástica.

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06 Outubro 2006

Chiang Mai - Tailândia

Durante o trekking - Tailândia

A andar de elefante - Tailândia

Os dois primeiros dias do trekking foram absolutamente exigentes. Muita vegetação, terreno muito inclinado, muitos riachos para atravessar e de vez em quando umas chuvadas que até eram bem vindas para refrescar mas que deixavam muita lama no caminho.

Na foto de cima podem ver o estado das minhas calças a meio do segundo dia quando parámos para nadar junto a uma linda cascata.

O alojamento e as refeições eram tomadas nas próprias casas dos habitantes das aldeias que íamos encontrando pelo caminho.

O terceiro dia foi dedicado a actividades lúdicas. Andámos de elefante e fizemos rafting num rio com uns rápidos bastante interessantes. Inesquecível!

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05 Outubro 2006

Chiang Mai - Tailândia

O grupo de Trekking - Tailândia


Aldeia nas montanhas - Tailândia

Após Kanchanaburi, passei por Bangkok para apanhar o meu passaporte com já com o visto para o Laos que tinha deixado a emitir com a simpática e eficiente agente de viagens, e segui durante a noite no comboio-cama para Chiang Mai, no norte da Tailândia.

Chiang Mai é a segunda maior cidade da Tailândia e é também uma cidade grande. Mas é incomparavelmente mais aprazível, para um visitante independente como eu, do que Bangkok.

Ao segundo dia fui com um grupo de viajantes e um guia local fazer um trekking (caminhada) de três dias pela verdejante selva nas montanhas junto à fronteira da Tailândia com Myanmar. De quando em vez encontrávamos aldeias de tribos da região onde fomos, invariavelmente, sempre muito bem recebidos.

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02 Outubro 2006

Kanchanaburi - Tailândia


Ponte do rio Kwai - Kanchanaburi - Tailândia

Cemitério do Aliados - Kanchanaburi - Tailândia


Após quatro dias em Bangkok, e enquanto esperava pelo meu visto para o Laos, passei dois lindos e calmos dias em Kanchanaburi, num bungalow junto ao rio Kwai.

Em Kanchanaburi pode visitar-se a ponte sobre o rio Kwai (a versão reconstruída), que ficou imortalizada pelo excelente filme de David Lean que se fartou de ganhar Óscars. A ponte original foi mandada construir durante a II Guerra Mundial pelos japoneses, com mão-de-obra escrava local e dos prisioneiros de guerra dos Aliados.

Em Kanchanaburi há também um enorme cemitério onde se encontram as campas dos milhares de soldados que morreram na construção da polémica linha-férrea que ligou Bangkok a Rangum na Birmânia.

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30 Setembro 2006

Bangkok - Tailândia

Eu junto a um Templo - Bangkok - Tailândia

Pormenor de um Templo - Bangkok - Tailândia


Mas Bangkok também tem muitas coisas giras para oferecer aos seus visitantes. Viajar de barco pelo rio que divide a cidade é absolutamente imperdível. E depois tem inúmeros templos com Budas para todos os gostos. Buda sentado, Buda em pé, Buda deitado, Buda da sorte, Pequeno Buda, Grande Buda, etc. Ao todo são mais de 400 templos, uns mais bem preservados que outros.

A comida tem sido, para já, a parte de mais difícil habituação. Primeiro porque não sei bem o que escolher da lista e depois porque mesmo que os ingredientes sejam os que estou habituado o sabor é sempre bem diferente do que eu esperava. Ahh e normalmente é bastante picante! Hot, Hot!!!

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29 Setembro 2006

Bangkok - Tailândia

Vista - Bangkok - Tailândia

Khao San Road - Bangkok - Tailândia

Chegado a Bangkok pela manhã, dirigi-me obviamente para a Khao San Road, a rua que é considerada a Meca dos viajantes independentes.

A situação politica estava calma, pois aparentemente a população aceitou de bom grado a tomada de poder pelas forças armadas (com a conivência do rei) visto que o anterior primeiro-ministro há muito que tinha perdido a credibilidade.

Ainda assim, estava preparado para o choque cultural de que toda a gente fala mas o que tinha visto até ao momento não me tinha impressionado tanto quanto esperava.

No meu caso o choque começou a fazer-se sentir uns dias mais tarde. Bangkok e a zona de Khao San são giros por dois ou três dias, depois convém fugir dali. Para além da poluição que se sente no ar é o dia todo a ser abordado por condutores de tuk-tuk e de táxi, massagistas, vendedores de roupa e de comida, ladies e lady-boys! Bolas... cansa!

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28 Setembro 2006

Bangkok - Tailândia

Novo aeroporto de Bangkok - Bangkok - Tailândia

Tuk Tuk - Bangkok - Tailândia

Depois de um voo de três horas até Doha no Qatar e mais um voo de seis horas até Bangkok cheguei finalmente ao Sudeste Asiático.

Bangkok vivia a ressaca do golpe de estado militar da semana anterior – o que me deixava um pouco apreensivo sobre o país que iria encontrar - e estreava, no dia da minha chegada, o novo e moderno aeroporto sem qualquer celebração oficial.

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26 Setembro 2006

Istambul - Turquia

Vista - Istambul - Turquia


Ponte Galata - Istambul - Turquia


De volta a Istambul, de onde havia de apanhar o voo para Bangkok, tive ainda tempo para mais algumas visitas a monumentos e aventurar-me por outras zonas da cidade que não havia conhecido antes. Na foto de baixo tinha acabado de cruzar a muito concorrida Ponte Galata.

Ainda em Istambul aproveitei para enviar para casa, através dos correios, algumas coisas que já não me iriam fazer falta e assim aliviar um pouco a carga, nomeadamente o guia da Turquia, alguns livros que fui lendo e uma cópia de segurança das fotos que tirei até aqui. Felizmente, apenas três dias depois, chegou tudo são e salvo.

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24 Setembro 2006

Varna - Bulgária

Vista do Mar Negro - Varna - Bulgária

Placards (quase) indecifráveis - Varna - Bulgária


Já que não o havia feito na Turquia, na Bulgária achei que não devia deixar aquela região sem ver o Mar Negro.

Assim, dirigi-me a Varna, uma cidade costeira que durante o Verão recebe milhares de turistas tanto búlgaros como de outras nacionalidades.

No final de Setembro quando a visitei, Varna era uma cidade fria e quase fantasma. Mas foi bom ter uma perspectiva do imenso Mar Negro.

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22 Setembro 2006

Veliko Tarnovo - Bulgária

Veliko Tarnovo - Bulgária

Trabant (uma relíquia) - Veliko Tarnovo - Bulgária

Depois de Sófia visitei Veliko Tarnovo. Uma bonita cidade envolvida com um rio e cheia de gente jovem visto situar-se aqui uma das maiores universidades da Bulgária.

Numa das noites pude contemplar um espectáculo de fogo de artifício e um jogo de luzes no esplendoroso forte da cidade pois celebrava-se o dia da independência da Bulgária.

Pude também saborear um pouco da animada vida nocturna do lugar. Estudantes e diversão costumam ser uma mistura inseparável em todo o lado.

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20 Setembro 2006

Sófia - Bulgária

Igreja- Sófia - Bulgária

Edifício - Sófia - Bulgária

Mosteiro de Rila - Bulgária

Na Capadócia decidi que o meu próximo destino haveria de ser a Bulgária. Muitos dos viajantes com quem falava tinham vindo de lá e recomendavam a visita.
Por isso apanhei um autocarro nocturno para Istambul. Passei o dia em Istambul, onde marquei o meu voo para Bangkok, e à noite segui de autocarro para Sófia na Bulgária.

Os subúrbios de Sófia são um pouco decepcionantes e relembram o pior da arquitectura tipicamente soviética. Mas o seu centro tem um punhado de lindos edifícios e monumentos muito bem preservados que dão um certo charme à cidade. Pena foi que durante a minha estadia na cidade choveu a maior parte do tempo.

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15 Setembro 2006

Capadócia - Turquia

Vista - Capadócia - Turquia


Com amigos - Turquia


Na Turquia aprendi a jogar Gamao e tambem tive oportunidade de fumar o nargilé com amigos. Duas actividade muito sociais na Turquia.

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14 Setembro 2006

Capadócia - Turquia

Vista de Goreme - Turquia


Chaminés - Capadócia - Turquia
Em equilíbrio - Capadócia - Turquia

De Egirdir segui para a região da Capadócia, mais propriamente para Goreme. A Capadócia é uma região conhecida pelas estranhas formações naturais como as que as fotos documentam.
O homem, em tempos antigos, decidiu escavar e utilizar como sítio para viver. Em Goreme ainda hoje algumas das habitações e hotéis são incrustados na rocha. Muito charmoso!
Existem também na região algumas cidades subterrâneas que se podem visitar e uns bonitos desfiladeiros por onde aproveitei para caminhar com alguns companheiros de jornada.

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11 Setembro 2006

Egirdir - Turquia

No barbeiro - Egirdir - Turquia

Em Egirdir tomei uma decisão radical que já tinha vontade de tomar há algum tempo e para a qual ganhei finalmente coragem. Mandei cortar o meu cabelo rente. Tornei-me num skinhead (sem sentido pejorativo)!
Para além de prático é confortável. Provavelmente o meu visual mesmo quando regressar desta viagem.

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10 Setembro 2006

Egirdir - Turquia


Egirdir - Turquia

No mercado - Egirdir - Turquia



Após Olimpos passei uns dias em Egirdir, uma pequena e tranquila cidade que fica numa península que entra dentro de um enorme lago com o mesmo nome.
Em Egirdir, para além de desfrutar da magnífica paisagem do terraço do hotel, fiz BTT, andei pelo agitado mercado local e visitei uns desfiladeiros e umas aldeias esquecidas no tempo.

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08 Setembro 2006

Quimera - Turquia


Quimera - Turquia

Treehouse - Olimpos - Turquia

Após o cruzeiro fiquei uma noite em Olimpos, numa zona que mais parece um campo de refugiados mochileiros. O alojamento é em cabanas nas árvores e a comida é tipo refeitório, mas o ambiente por ali é absolutamente relaxado.

A partir de Olimpos pude visitar a Quimera – a chama que nunca se apaga! Um fogo perpetuo que sai do chão desde tempos imemoriais e que deu origem à lenda da Quimera.

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07 Setembro 2006

Costa do mar Egeu - Turquia

Vista - Turquia


Numa festa - Turquia

Ao final do terceiro dia o barco aportou numa pequena ilhota e num local meio improvisado foi organizada uma festa com música, animação e muita bebida.

Na foto de baixo sou eu com alguns dos companheiros de cruzeiro. As latas azuis em cima da mesa são isso mesmo que estão a pensar: cerveja turca! eh eh

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06 Setembro 2006

Mar Egeu - Turquia


Pequena vila na costa do mar Egeu - Turquia

Castelo Antigo - Turquia


Durante o cruzeiro tivemos oportunidade de visitar alguns sítios de acesso exclusivo por mar. Algumas praias desertas, ruínas de construções de outros tempos, aldeias esquecidas, etc.. E também ficámos a perceber o verdadeiro significado da expressão “azul-turquesa” pois a cor da água é de um azul deslumbrante.
Na foto uma das magníficas vistas que os dias solarengos do cruzeiro proporcionaram.

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05 Setembro 2006

Cruzeiro pelo mar Egeu - Turquia

Cruzeiro - Turquia


Azul turquesa - Turquia

A muito turística cidade de Fetihe, na costa, foi o meu destino seguinte. Aí embarquei, com mais 13 viajantes -único europeu a bordo- num cruzeiro (o famoso Blue Cruise) de 4 dias ao longo da costa do mar Egeu.
Bons colegas, boa comida, boas vistas. Ahh dias de puro relax!

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03 Setembro 2006

Pamukkale - Turquia

Vista de Pamukkale - Turquia


Piscinas de Pamukkale - Turquia


Apanhei o comboio das 10 da manhã de Selçuk para Pamukkale e tive direito a uma viagem muito cénica pelo interior da Turquia.
Pamukkale é uma pequena vila onde se podem visitar as famosas piscinas de calcário bem na encosta de uma montanha. Uma estranha formação da natureza que os romanos utilizavam como piscinas naturais e onde, aparentemente, as suas águas são medicinais. Mais um dos locais que faz valer a pena vir à Turquia.

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02 Setembro 2006

Selçuk - Turquia

Ruinas de Efesus - Turquia


Ruinas do Templo de Artemis - Selcuk - Turquia


Bem perto das ruínas de Efesus repousa o que resta de uma das sete maravilhas do mundo antigo: o Templo de Artemis. Apenas uma das colunas se mantém de pé e o local está semi-abandonado, mas tinha de ir vê-lo.

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01 Setembro 2006

Selçuk - Turquia

Ruinas de Efesus - Turquia

Retretes - Efesus - Turquia

Efesus é uma autêntica viagem no tempo. De repente, na minha imaginação, o império romano estava no seu auge e aquele local estava cheio de vida, agitação e intrigas ao melhor estilo da época.

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Selçuk - Turquia

Páteo - Selçuk - Turquia


Porta de Celsius - Efesus - Turquia



A seguir a Istambul segui para sul numa viagem de 11 horas de autocarro até Selçuk, uma pequena cidade que serve de base para visitar as ruínas de Efesus e o que resta de uma das sete maravilhas do mundo antigo, o templo de Artemis. Apesar da massiva peregrinação de turistas que diariamente visitam Efesus, este não deixa de ser um lugar muito especial. Tive a felicidade de visitar as ruínas numa hora não muito ocupada e senti-me transportado para o tempo dos romanos. Mágico!

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31 Agosto 2006

Istambul - Turquia

Eu no Hamam - Istambul - Turquia


Depois de tantos monumentos e catedrais achei que precisava de um bom banho e cá vou eu directo para o hamam (salão de banhos turcos).
O banho turco é tomado num ambiente de sauna relaxante, onde um esforçado funcionário nos despeja baldes de água morna pela cabeça abaixo. E, com uma esponja para o efeito, nos faz uma esfoliação geral à pele. Acho que nunca me senti tão lavadinho na vida!

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Istambul - Turquia


Aya Sofia - Istambul - Turquia

Interior de Aya Sofia - Istambul - Turquia


De entre os muitos sítios que valem a pena visitar em Istambul destacam-se a Blue Mosque (foto em baixo), a Basílica de Aya Sofia (foto neste post) o Palácio de Topkati, o Grande Bazar, a Cisterna Romana, o estreito do Bósforo que separa a Europa da Ásia, etc. Eu fiz um roteiro quase completo desses locais e durante dois dias vivi uma verdadeira overdose cultural.

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30 Agosto 2006

Istambul - Turquia

Blue Mosque - Istambul - Turquia

Tecto da Blue Mosque - Istambul - Turquia

Cheguei ao aeroporto de Istambul já por volta 2 da manhã e tive de arranjar maneira de chegar à cidade propriamente dita. A viagem de autocarro até ao centro da cidade decorreu sem sobressaltos. Já a viagem de táxi até ao hotel que tinha reservado ficou manchada pela atitude pouco escrupulosa do taxista (o mesmo em todo lado) que fez o favor de me enganar no troco. Bom começo!
Istambul é uma cidade que transpira história e hoje em dia utiliza essa característica para atrair inúmeros turistas. Eu não fui excepção e passei os dias seguintes a visitar os principais monumentos da cidade.

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29 Agosto 2006

Colónia - Alemanha

Fachada da Catedral de Colónia - Alemanha


Catedral de Colónia - Alemanha


Saí do aeroporto de Lisboa com destino a Colónia na Alemanha perto das 12 horas num voo low cost da companhia aérea GermanWings, como estava previsto. Em Colónia apanhei novo voo para Istambul. Mas como tive um interregno de 5 horas entre os dois, aproveitei para fazer uma visita rápida à cidade e visitar o seu ex-libris: a famosa Catedral de Colónia.

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25 Agosto 2006

A quatro dias da partida para Istambul - Turquia


Têm sido dias intensos!
Pensei que entre o dia em que deixei de trabalhar e o dia da partida para Istambul iriam ser duas semanas com demasiado tempo para o que tinha que fazer mas, afinal, os preparativos estão a ser mais trabalhosos do que o imaginado.

Entre pesquisas sobre o país que vou visitar, compras de última hora, aconselhamentos médicos para a viagem, vacinas, organização do material que vou levar comigo, etc. o tempo que sobra tem sido muito pouco. Além do mais há uma série de assuntos do dia a dia que tenho de deixar resolvidos antes de partir de forma a poder viajar descansado e sem urgências nem sobressaltos inesperados.

Agora está praticamente tudo tratado. O voo está confirmado, tenho hotel marcado para as primeiras duas noites, já sei mais ou menos o que quero visitar nos primeiros dias, e tenho uma ideia geral sobre a Turquia bastante razoável.

Faltam menos de quatro dias para a partida e a ansiedade começa a apertar. O espírito, esse continua em alta. Sinto-me realmente motivado e estou convencido que vou viver momentos fantásticos!
Vou fazer por isso!

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11 Agosto 2005

O meu 1º post

Eu no Pantanal – Mato Grosso do Sul - Brasil

Este blog já foi criado há mais de dois anos. Foi criado na altura do boom dos blogues, apenas por mera curiosidade, e tem estado inactivo desde então. Porém, nos últimos tempos tenho-o aperfeiçoado com os meus parcos conhecimentos de "html" e preparei-o para receber os meus textos e fotos relacionados com as minhas futuras viagens.

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