Namíbia e Zâmbia 2009
Brevemente algumas fotos e relatos desses dias intensos neste blog.
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Vista - Toubkal - Marrocos
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Loja de candeeiros no suq - Marraquexe - Marrocos
Marraquexe é a principal atracção turística de Marrocos. E quem já por lá passou certamente que entende bem porquê. A cidade, apesar de estar cada vez mais cosmopolita, emana um certo misticismo que se apega a quem a visita.
E há uma série de rituais que são quase obrigatórios quando se passa por Marraquexe. O primeiro que cumpri foi beber dois copos do revigorante sumo de laranja natural. Depois fui jantar nas bancas de comida que diariamente são montadas na praça Djemaa el Fna e que formam um enorme restaurante ao ar livre muito frequentado tanto por locais como por turistas. Não é o maior banquete do mundo mas faz-nos sentir verdadeiramente em Marrocos.
No dia seguinte houve tempo para percorrer o resto do circuito. Tomar chá numa das esplanadas com vista para a praça, fazer compras bem regateadas no labiríntico suq (mercado tradicional) e apreciar a arte dos acrobatas, contadores de histórias, encantadores de cobras, músicos e outros que tais que ganham e vida naquela que é provavelmente a mais famosa praça de África, a Djemaa el Fna.
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Com os companheiros de viagem - Fez - Marrocos
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Grande Mesquita - Chefchaouen - Marrocos
Repetir destinos não é muito comum em mim mas regressar a Marrocos é e sempre será um prazer. Desde que visitei este belo país pela primeira vez em 2001 esta foi a terceira vez que lá voltei e ainda sinto que este destino me consegue continuar a surpreender. Desta vez o pretexto que me levou a Marrocos foi a subida ao seu ponto mais alto – O Jbbel Toubkal - que fica na cordilheira do Atlas e que está 4.167 metros acima do nível do mar.
Para lá chegar, como fui de carro desde Coruche, tive de atravessar metade de Marrocos visto que o alto Atlas fica para lá de Marraquexe. Assim, pelo caminho, fui aproveitando para revisitar alguns sítios que já conhecia e descobrir outros que me pareciam interessantes.
A primeira paragem foi em Chefchaouen, uma pequena e tranquila cidade que fica junto às montanhas do Rif e sobre a qual já tinha ouvido falar muito bem. E de facto, Chefchaouen não decepcionou com as suas casas caiadas de branco a lembrar as aldeias alentejanas mas onde sobressai o azul/céu que tinge as paredes até meia altura. E é um regalo podermo-nos perder pelo emaranhado de ruas estreitas que invariavelmente vão desaguar à praça central onde está a Grande Mesquita e o Kasbah onde funciona o museu da cidade. Na praça é onde tudo se passa e é também o melhor sitio para se medir a tranquila pulsação do lugar enquanto se aprecia um revigorante chá de menta numa das concorridas esplanadas que adornam o lugar.
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Aqui em ÁfricaEtiquetas: Namíbia

Nascer do sol - Sossusvlei - Namíbia
Tentativa artística - Sossusvlei - Namíbia
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A descer a duna - Sossusvlei - Namíbia
Árvore junto à duna - Sossusvlei - Namíbia
Deadvlei - Sossusvlei - Namíbia
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Ondulado - Sossusvlei - Namíbia
Perna longa - Sossusvlei - Namíbia
Como previsto chegámos à zona de Sossusvlei com tempo suficiente para montar o acampamento (pois… porque eu fui com orçamento de campista) e ainda a tempo de subir às dunas mais próximas para ver o pôr-do-sol.
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A 1ª duna - Sossusvlei - Namíbia
A fotografar - Sossusvlei - NamíbiaDepois de regressar a Windhoek não houve tempo a perder e no dia seguinte, bem cedo, estava novamente de partida para mais uma estirada de várias horas. Desta vez o destino eram as famosas dunas vermelhas de Sossusvlei.
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Pôr do Sol - Etosha - Namíbia
Kudu - Etosha - Namíbia
Ao terceiro dia, após o pequeno-almoço, foi tempo de arrumar a trouxa e começar a pensar no regresso a Windhoek. Mais sete horas de caminho na paisagem quase sempre plana, seca e monótona daquela zona da Namíbia.
O Etosha já ficava para trás mas na minha memória ainda estavam bem frescas as imagens dos animais selvagens em todo o seu esplendor e apenas à distância de um olhar. Assim como estavam bem vivas as memórias das noites de luar passadas à fogueira a ouvir histórias de África e a observar os matreiros chacais a rondarem o acampamento que me serviu de casa nos últimos dias.
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Céu - Etosha - Namíbia
Durante os três dias em que estive no parque tive oportunidade de ver uma enorme quantidade e alguma variedade de animais selvagens.
Foram muitas gazelas, zebras, kudus, girafas, impalas, gnus, oryx, elefantes, avestruzes, chacais, perdizes e aves diversas. Alguns leões, águias, esquilos e lagartos. Uma hiena e um rinoceronte e mais uma quantidade de outras espécies de animais de que nem sequer sei o nome.
Houve alguns que tinha grandes esperanças de ver, como o leopardo, o crocodilo, a chita e o rinoceronte mas infelizmente eles não se quiseram mostrar. Timidez talvez... ou então andavam entretidos a caçar.
Sem dúvida que a savana africana proporciona momentos de uma beleza e tranquilidade assinaláveis. O pôr do sol africano é magnifico e é uma altura de grande actividade junto aos charcos de água. E adormecer com o som das hienas, dos chacais e dos leões como música de fundo é simplesmente inesquecível!
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O Etosha é um enorme parque natural no norte da Namíbia famoso por estas bandas por ser habitado por uma enorme variedade de animais selvagens alguns dos quais em perigo de extinção e que já só encontram mesmo nesta região.
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A Namíbia passou a estar na minha lista de prioridades para visitar desde que vim viver para Angola. Toda a gente com quem falei que já conhecia este país do sul de África me deu as melhores referências. Que vale muito a pena visitar, que nem parece África, que é muito limpo e organizado, que tem atractivos turísticos fantásticos… enfim. Por isso, agora que consegui tirar uma semana de férias resolvi ver com os meus próprios olhos.
A Namíbia é um país relativamente recente, que apenas ganhou a sua independência em relação à África do Sul em 1990 (antes da África do Sul tinha sido uma colónia alemã até à I Guerra Mundial). É um país de vastas áreas mas de baixa densidade populacional. Para se ter uma ideia a Namíbia, em termos de área total, é cerca de nove vezes maior que Portugal mas no seu território apenas habitam dois milhões de pessoas.
Ao segundo dia da minha estadia no país pude perceber isso perfeitamente quando fiz a viagem desde a capital Windhoek até ao Parque Nacional Etosha. Cerca de sete horas de viagem em que se encontram apenas quatro ou cinco pequenas povoações pelo caminho.
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Estrada em frente - Deserto do Kalahari - BotswanaEtiquetas: Um ano
A minha Comissão de Boas Vindas no aeroporto - Lisboa - PortugalEtiquetas: Portugal
A tratar do rosto - Bangkok - Tailândia
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Banca de insectos - Ayuthaya - Tailândia
A apenas quatro dias de terminar a aventura deu tempo ainda de visitar a antiga capital histórica do Sião, Ayuthaya.
A cidade foi quase totalmente destruída no Sec. XVIII pelo exército birmanês mas muitos templos e outras edificações subsistiram e as ruínas da antiga cidade são hoje um autêntico museu ao ar livre, tantos e tão belos são os monumentos históricos que por por toda a cidade se podem visitar.
Não é por acaso que a Unesco classificou o local como Património Mundial da Humanidade.
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Aldeia - Ilha de Lanta - Tailândia
De scooter - Ilha de Lanta - Tailândia
Depois de Penang voltei a entrar na Tailândia, desta vez pelo sul. Durante uma semana fiz uma incursão pelas suas praias paradisíacas que tantos turistas atraem. E não é difícil perceber porquê!
Passei, inicialmente, pela calma Ilha de Lanta, onde aluguei uma scooter com 150 cc de cilindrada que me permitiu percorrer a ilha de ponta a ponta e inclusivamente visitar algumas paradisíacas praias totalmente desertas.
Praia - Ilhas Phi Phi - Tailândia
Cenário - Tailândia
Depois fui para as encantadas Ilhas Phi Phi que são aquele cenário de sonho quando se reúne no mesmo sítio praias de areia clara com uns coqueiros, água azul límpida à temperatura ideal, bebidas frescas e uma boa companhia… Inesquecível!
Porto - Ao Nang (Krabi) - Tailândia
Pormenor de praia - Tailândia
Finalmente passei uns dias na muito turística praia de Ao Nang junto a Krabi que além das idílicas praias é também capital mundial da escalada na rocha. É incrível ver por onde os escaladores se movimentam!
Todas estas zonas foram duramente atingidas pelo tsunami de Dezembro de 2004 mas felizmente os vestígios desse trágico dia já não são muito visíveis. A excepção são as Ilhas Phi Phi onde ainda se continua a reconstruir a um ritmo desenfreado e nem sempre da maneira mais ordenada.
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A caminho do vulcão - Berastagi - Indonésia
Eu junto ao vulcão fumegante - Berastagi - Indonésia
Mais conformado com as diferenças que a Indonésia representa, decidi seguir para Berastagi com o intuito de subir ao Monte Sibayak, a 2100 metros de altura, e visitar o vulcão fumegante que ali se encontra.
Assim, ao segundo dia em Berastagi bem pela manhã e na companhia de duas viajantes australianas encetámos a caminhada de mais de três horas até ao topo. O caminho apesar de muito inclinado tem trechos de pura selva e é de uma beleza assinalável mas a chegada à cratera fumegante é sem dúvida o momento do dia.
Ali vive-se o vulcão. É o som e o cheiro do fumo de enxofre a sair das entranhas da terra e é fundamentalmente estar tão perto deste mistério da natureza que sentimos que pode explodir a qualquer momento. Que experiência!
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Lago Toba - Indonésia
Da tranquilidade do Lago Maninjau voltei a Bukkitinggi para apanhar o autocarro VIP com A/C das 5 da tarde para Parapat, junto ao Lago Toba, que supostamente deveria chegar ao destino por volta das 7 da manhã do dia seguinte.
A viagem que era suposto começar às 5 da tarde começou já por voltas das seis e as 14 horas que era suposto demorar transformaram-se em 18. Mas o pior de tudo é que na Indonésia é permitido fumar nos autocarros e os indonésios são fumadores inveterados. Para piorar as coisas o A/C funcionou sempre a temperaturas escandinavas. Numa viagem de 18 horas isso representou para mim uma noite de frio e uma enorme dor de cabeça e de olhos tanto era o fumo a bordo.
Felizmente a paz e a tranquilidade que vivi durante os 3 dias que passei no dolce fare niente no Lago Toba foi suficiente para dissipar todas estas mazelas.
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Vista do Lago Maninjau - Indonésia
Como em Bukittinggi não havia muito para fazer decidi mudar-me para Maninjau.
Maninjau é uma pequena vila que fica junto a um lago com o mesmo nome. O Lago preenche a cratera de um pequeno vulcão extinto e o caminho para lá mostra isso mesmo. Primeiro sobe-se e do topo pode-se avistar a totalidade do lago e da cratera. Depois descem-se as 44 curvas e chega-se ao bonito e tranquilo lago.
A Indonésia nos últimos anos, devido a alguns atentados terroristas, catástrofes naturais e alguns problemas para a atribuição de vistos, tem perdido imensos turistas. É uma pena ver as infra-estruturas, que há uns tempos estavam repletos viajantes, hoje em dia a definhar.
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Vista - Singapura
De Malaca segui para o pequeno país que é aclamado como o mais limpo do mundo, Singapura.
Durante os dois dias que lá permaneci pude comprovar que isso é absolutamente verdade. Tem de se procurar bastante para encontrar um papelito no chão. E além disso as ruas estão todas bem sinalizadas, os passeios são largos, os jardins estão bem cuidados e os transportes públicos funcionam que nem relógios suíços. Gostei!
Foi também uma sensação estar no meio de uma floresta de aço e de betão, tantos e tão juntos são os enormes edifícios em certas partes da cidade/país.
Em Singapura também tive oportunidade de experimentar a Internet mais rápida que alguma vez vi. Se fosse sempre assim certamente que este blog andaria mais actualizado!
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Refeição - Malaca - Malásia
De Kuala Lumpur foi tempo de rumar a mais um lugar de que comecei a ouvir falar na escola primária: Malaca - a cidade que em tempos foi uma colónia portuguesa. E a cidade está cheia de marcas desses tempos.
Em Malaca, entre outras coisas, visitei o que resta do Forte construído pelos portugueses no Sec. XVI, a igreja de S. Francisco de Xavier e a Réplica da Caravela portuguesa que aqui chegou há 500 anos atrás.
Nos arredores da cidade visitei também o bairro de Portugal onde os habitantes, um misto de asiáticos com europeus, falam um dialecto baseado num português arcaico. Tentei o diálogo em português com alguns locais mas tudo o que consegui perceber foram umas quantas palavras isoladas.
Foi bom, no entanto, observar que a cidade preserva com orgulho a sua história.
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Com a anfitriã Ling - Kuala Lumpur - Malásia
Na capital, Kuala Lumpur, podemos ver alguns edifícios que nos fazem curvar bastante o pescoço entre os quais as inevitáveis Torres Petronas. As Torres Petronas para além de muito altas são também muito bonitas.
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Templo na Cidadela - Hué - VietnameCom a família Khang - Hué - Vietname
Após Hoi An rumei a Hué. Uma agitada cidade sensivelmente a meio do país. Aqui é possível visitar a bonita cidadela da cidade. E indo de barco, rio acima, junto às margens podem também ver-se uns imponentes mausoléus onde jazem alguns antigos imperadores desta região.
Foi num desses monumentos que tive oportunidade de, após muito tempo, desenferrujar o meu português que já não praticava há dois meses e meio. Ali encontrei um grupo de médicos obstetras da zona do Porto que, após um congresso na Malásia, decidiram visitar o Vietname. De repente estava rodeado de portugueses curiosíssimos acerca da minha aventura e a tirarem-me fotografias como se de uma atracção turística se tratasse.
Estou convencido que, há semelhança do que acontece na maioria dos países ocidentais, daqui por alguns uns anos haverá muitos portugueses a viajar de forma independente e por períodos alargados. Na parte que me toca faço votos para que assim seja…
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Ponte Japonesa - Hoi An - Vietname
De Nha Trang para Hoi An, a terra dos costureiros. Esta pequena e simpática cidade está nos roteiros turísticos essencialmente porque aqui, por um preço imbatível, é possível ter qualquer tipo de roupa feito à medida. Por isso a imagem que se leva daqui são mulheres ocidentais a tirar medidas ou a carregar sacos de roupa acabada de fazer.
Depois ter tido alguma dificuldade inicial, por esta altura o meu palato já está bastante habituado aos sabores e temperos da região. E desde que aprendi a apreciar esta comida, tenho tido excelentes momentos gastronómicos, especialmente aqui no Vietname.
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Festa de frutas - Nha Trang - Vietname
Refeito das emoções fortes de Dalat segui para Nha Trang na costa. Foi aqui que pela primeira vez vi o mar desde que cheguei ao SE Asiático e logo, para minha sorte, num dia de chuva.
Como não estava agradável junto ao mar resolvi ir cortar o cabelo e fazer manicura e pedicura. Pelo meio a cabeleireira propôs-me em casamento e eu fiquei de pensar.
No dia seguinte, com tempo melhor, visitei umas ilhas ao largo de Nha Trang. Junto a uma delas foi possível fazer snorkeling e constatar que o fundo do mar por estas bandas esta cheio de vida.
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Momento gastronómico- Dalat - Vietname
Depois do delta do Mekong segui para a bonita cidade de Dalat, nas montanhas. A cidade por si só vale a visita mas na minha memória vai ficar também gravada porque foi ali que me juntei a outros três viajantes e com uns guias locais passamos um dia a praticar uma fantástica e radical actividade: Canyoning.
Canyoning é, de uma forma simplista, passar o dia a descer um canyon (desfiladeiro). Para tal recorre-se às mais diversas técnicas: trekking, rappel, natação, saltos para o rio, etc.
O que vos posso garantir é que foi uma das actividades mais extraordinárias que já tive oportunidade de experimentar! E pensar que me foi recomendada por uma sexagenária australiana que conheci há uns dias atrás enquanto viajava pelo delta do Mekong…
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Delta do Mekong - Vietname
Uma vez no Vietname resolvi que tinha de visitar o delta do rio Mekong por dois motivos. O primeiro é que vinha acompanhado o curso deste mítico rio desde o norte da Tailândia, depois em varias ocasiões no Laos e também no Cambodja por isso queria ver como ele forma um delta e se junta ao mar.
A outra razão é um pouco mais patriótica pois foi nesta zona que Camões de forma heróica salvou o manuscrito de "Os Lusíadas" quando o barco em que viajava naufragou. A mesma sorte não teve a sua amada chinesa que morreu no naufrágio.
O delta do Mekong enquanto sítio para visitar não é nada de especial. É um sítio tão agitado como qualquer parte do Vietname actual mas foi bom sentir-me num local que faz parte do meu imaginário desde os tempos de escola primária.
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Num templo - Perto de HCMC - Vietname
Depois do Cambodja resolvi ir para leste na direcção da maior cidade do Vietname, Ho Chi Minh City (ex-Saigão).
A entrada no Vietname foi a mais burocrática de todos os países que visitei até agora. Mesmo assim, nada de especial. Pensei que ia ter problemas nesta região com vistos, carimbos, funcionários corruptos, etc. mas até aqui tem sido muito fácil fazer a transição entre países. Que assim continue!
Ho Chi Minh City foi a capital do Vietname do Sul durante a guerra do Vietname e é hoje a capital económica do país (Hanoi é a capital politica). A cidade é imensamente povoada e pulula de vida por todos os cantos. O tráfego nas ruas reflecte isso mesmo. A qualquer hora do dia são mais que muitos os carros, bicicletas e especialmente motoretas que frequentam as ruas. O simples acto de atravessar a rua é uma autêntica aventura!
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Angkor foi “redescoberto” por arqueólogos franceses apenas no Sec. XIX e se não tivesse tido a intervenção do homem a tendência seria ser engolido pela densa floresta. Ainda assim, em muitos dos templos a natureza resolveu fazer parte do cenário e não é invulgar encontrar árvores completamente embrulhadas nas edificações.
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Pormenor de templo - Angkor Wat - Cambodja
Ir ao Cambodja e não visitar Angkor é como ir a Paris e não ver a Torre Eiffel, por isso não podia deixar de visitar uma das maiores atracções turísticas do Sudeste Asiático.
Angkor foi o sítio das mais importantes cidades do Império Khmer entre os séculos IX e XV. Hoje em dia apenas persistem os majestosos templos dessa época em diferentes estados de conservação. Alguns estão bastante decrépitos mas outros continuam autênticas obras de arte. E o mais impressionante é verificar como há mais de mil anos atrás foi possível construir edifícios daquelas dimensões apenas com recurso à força humana e animal. Intrigante!
Angkor Wat (na foto) é o mais famoso e é considerado o maior monumento religioso do mundo.
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Caveiras expostas nos "campos da morte" - Phnom Penh - Cambodja
O Cambodja entre 1975 e 1979 foi dirigido pelo regime ultra-radical do Khmer vermelho, liderado pelo hediondo Pol Pot. Durante os quatro anos de governação foram cometidas as mais cruéis atrocidades de que há memoria. Os números divergem mas pelo menos bem mais de um milhão de pessoas morreu vítima das políticas do Khmer vermelho.
Os sítios onde foram cometidas os mais graves atropelos aos direitos humanos estão preservados e hoje em dia são mostrados a quem pretenda visitá-los. Quem passa por Phnom Penh não deixa de visitar os campos da morte e a prisão de alta segurança S-21. Não são propriamente os sítios mais agradáveis para um turista mas representam uma realidade que existiu e que convém recordar para que não seja repetida.
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Tempo de mudar de país. Depois do Laos segui para o Cambodja. Cerca de 14 horas de viagem até à capital, Phnom Penh, entre passagens de barco, mini autocarros, formalidades de fronteira e mais autocarros e mais barcos e mais mini-vans e cansativas esperas pelo meio. Enfim… daqueles dias em que viajar cansa.
Ainda assim, a cidade não deixa de ser um sitio bonito para passar uns dias.
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Búfalo de água - Laos
De Vientiane viajei para o extremo sul do Laos para uma zona que é conhecida como 4000 ilhas. Aqui o rio Mekong alarga-se e no meio ficam inúmeras ilhas de diversas formas e tamanhos e algumas delas habitadas.
Eu fiquei inicialmente em Don Khong (a ilha maior) e depois mudei-me para Don Det, uma pequena ilha sem electricidade que é utilizada como um refúgio mochileiro. A acomodação é em bungalows junto ao rio. Na varanda todos têm a sua rede-cama que é muito útil para por a leitura em dia ou tirar uma sesta, coisa que não dispensei.
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Arco do Triunfo - Vientiane - Laos
Após Vang Vieng dirigi-me à capital do Laos: Vientiane.
O Laos é o país menos densamente povoado nesta região e a sua capital reflecte isso mesmo. Ao contrário das muito agitadas cidades da Tailândia, Vientiane é uma cidade relativamente calma e descontraída.
Apesar das regras de trânsito serem um pouco caóticas, como em todo o SE asiático, decidi alugar uma bicicleta e aventurar-me pelas ruas da cidade à procura dos seus pontos de interesse. Para além dos muito bem cuidados templos e da magnífica vista do rio Mekong a cidade tem o seu próprio Arco do Triunfo (influência da colonização francesa) de onde se pode ter uma panorâmica geral da cidade.
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Parte do grupo do Kayaking - Vang Vieng - Laos
Continuando em direcção ao sul do verdíssimo Laos o destino seguinte foi Vang Vieng. Um reduto mochileiro onde muitos viajantes param para descansar e descontrair um pouco das suas, muitas vezes, longas jornadas.
Eu não parei para descansar em Vang Vieng mas aproveitei a minha curta estadia para pôr o físico em forma. Um dia inteiro a praticar kayaking, com umas curtas paragens para visitar umas grutas através de tubing (flutuar na agua deitado numa câmara de ar), e paragem para efectuar uns saltos para a água. Foram 18 extenuantes kilómetros a remar pelo rio abaixo com chegada à cidade já após o pôr do sol. Cansado mas feliz!
À noite, jantar com o grupo do kayaking, umas cervejitas umas horas de conversa e a certeza de um dia muito bem passado.
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Pescador - Laos
Pelo caminho vai se matando o tempo em confraternização com os outros viajantes e vão-se aprofundando as recentes amizades. Também se vai percebendo que o Laos é um país quase em estado puro e completamente inexplorado se compararmos com a vizinha Tailândia.
As paisagens que a viagem de dois dias proporciona são um autêntico regalo para a vista. E o pôr-do-sol é puro encanto!
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Durante o trekking - TailândiaA andar de elefante - Tailândia
Os dois primeiros dias do trekking foram absolutamente exigentes. Muita vegetação, terreno muito inclinado, muitos riachos para atravessar e de vez em quando umas chuvadas que até eram bem vindas para refrescar mas que deixavam muita lama no caminho.
Na foto de cima podem ver o estado das minhas calças a meio do segundo dia quando parámos para nadar junto a uma linda cascata.
O alojamento e as refeições eram tomadas nas próprias casas dos habitantes das aldeias que íamos encontrando pelo caminho.
O terceiro dia foi dedicado a actividades lúdicas. Andámos de elefante e fizemos rafting num rio com uns rápidos bastante interessantes. Inesquecível!
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Aldeia nas montanhas - Tailândia
Após Kanchanaburi, passei por Bangkok para apanhar o meu passaporte com já com o visto para o Laos que tinha deixado a emitir com a simpática e eficiente agente de viagens, e segui durante a noite no comboio-cama para Chiang Mai, no norte da Tailândia.
Chiang Mai é a segunda maior cidade da Tailândia e é também uma cidade grande. Mas é incomparavelmente mais aprazível, para um visitante independente como eu, do que Bangkok.
Ao segundo dia fui com um grupo de viajantes e um guia local fazer um trekking (caminhada) de três dias pela verdejante selva nas montanhas junto à fronteira da Tailândia com Myanmar. De quando em vez encontrávamos aldeias de tribos da região onde fomos, invariavelmente, sempre muito bem recebidos.
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Cemitério do Aliados - Kanchanaburi - Tailândia
Após quatro dias em Bangkok, e enquanto esperava pelo meu visto para o Laos, passei dois lindos e calmos dias em Kanchanaburi, num bungalow junto ao rio Kwai.
Em Kanchanaburi pode visitar-se a ponte sobre o rio Kwai (a versão reconstruída), que ficou imortalizada pelo excelente filme de David Lean que se fartou de ganhar Óscars. A ponte original foi mandada construir durante a II Guerra Mundial pelos japoneses, com mão-de-obra escrava local e dos prisioneiros de guerra dos Aliados.
Em Kanchanaburi há também um enorme cemitério onde se encontram as campas dos milhares de soldados que morreram na construção da polémica linha-férrea que ligou Bangkok a Rangum na Birmânia.
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Pormenor de um Templo - Bangkok - Tailândia
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Bangkok vivia a ressaca do golpe de estado militar da semana anterior – o que me deixava um pouco apreensivo sobre o país que iria encontrar - e estreava, no dia da minha chegada, o novo e moderno aeroporto sem qualquer celebração oficial.
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Placards (quase) indecifráveis - Varna - Bulgária
Já que não o havia feito na Turquia, na Bulgária achei que não devia deixar aquela região sem ver o Mar Negro.
Assim, dirigi-me a Varna, uma cidade costeira que durante o Verão recebe milhares de turistas tanto búlgaros como de outras nacionalidades.
No final de Setembro quando a visitei, Varna era uma cidade fria e quase fantasma. Mas foi bom ter uma perspectiva do imenso Mar Negro.
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Trabant (uma relíquia) - Veliko Tarnovo - Bulgária
Depois de Sófia visitei Veliko Tarnovo. Uma bonita cidade envolvida com um rio e cheia de gente jovem visto situar-se aqui uma das maiores universidades da Bulgária.
Numa das noites pude contemplar um espectáculo de fogo de artifício e um jogo de luzes no esplendoroso forte da cidade pois celebrava-se o dia da independência da Bulgária.
Pude também saborear um pouco da animada vida nocturna do lugar. Estudantes e diversão costumam ser uma mistura inseparável em todo o lado.
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Mosteiro de Rila - Bulgária
Na Capadócia decidi que o meu próximo destino haveria de ser a Bulgária. Muitos dos viajantes com quem falava tinham vindo de lá e recomendavam a visita.
Por isso apanhei um autocarro nocturno para Istambul. Passei o dia em Istambul, onde marquei o meu voo para Bangkok, e à noite segui de autocarro para Sófia na Bulgária.
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Na Turquia aprendi a jogar Gamao e tambem tive oportunidade de fumar o nargilé com amigos. Duas actividade muito sociais na Turquia.
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No mercado - Egirdir - Turquia
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Treehouse - Olimpos - Turquia
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Castelo Antigo - Turquia
Durante o cruzeiro tivemos oportunidade de visitar alguns sítios de acesso exclusivo por mar. Algumas praias desertas, ruínas de construções de outros tempos, aldeias esquecidas, etc.. E também ficámos a perceber o verdadeiro significado da expressão “azul-turquesa” pois a cor da água é de um azul deslumbrante.
Na foto uma das magníficas vistas que os dias solarengos do cruzeiro proporcionaram.
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Apanhei o comboio das 10 da manhã de Selçuk para Pamukkale e tive direito a uma viagem muito cénica pelo interior da Turquia.
Pamukkale é uma pequena vila onde se podem visitar as famosas piscinas de calcário bem na encosta de uma montanha. Uma estranha formação da natureza que os romanos utilizavam como piscinas naturais e onde, aparentemente, as suas águas são medicinais. Mais um dos locais que faz valer a pena vir à Turquia.
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Bem perto das ruínas de Efesus repousa o que resta de uma das sete maravilhas do mundo antigo: o Templo de Artemis. Apenas uma das colunas se mantém de pé e o local está semi-abandonado, mas tinha de ir vê-lo.
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Retretes - Efesus - Turquia
Efesus é uma autêntica viagem no tempo. De repente, na minha imaginação, o império romano estava no seu auge e aquele local estava cheio de vida, agitação e intrigas ao melhor estilo da época.
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Depois de tantos monumentos e catedrais achei que precisava de um bom banho e cá vou eu directo para o hamam (salão de banhos turcos).
O banho turco é tomado num ambiente de sauna relaxante, onde um esforçado funcionário nos despeja baldes de água morna pela cabeça abaixo. E, com uma esponja para o efeito, nos faz uma esfoliação geral à pele. Acho que nunca me senti tão lavadinho na vida!
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Interior de Aya Sofia - Istambul - Turquia
De entre os muitos sítios que valem a pena visitar em Istambul destacam-se a Blue Mosque (foto em baixo), a Basílica de Aya Sofia (foto neste post) o Palácio de Topkati, o Grande Bazar, a Cisterna Romana, o estreito do Bósforo que separa a Europa da Ásia, etc. Eu fiz um roteiro quase completo desses locais e durante dois dias vivi uma verdadeira overdose cultural.
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Saí do aeroporto de Lisboa com destino a Colónia na Alemanha perto das 12 horas num voo low cost da companhia aérea GermanWings, como estava previsto. Em Colónia apanhei novo voo para Istambul. Mas como tive um interregno de 5 horas entre os dois, aproveitei para fazer uma visita rápida à cidade e visitar o seu ex-libris: a famosa Catedral de Colónia.
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