30 abril 2009

Andorra a Velha - Andorra



Pistas de esqui- Andorra


Em grande estilo - Andorra


Vista - Andorra


A experimentar o equipamento - Andorra


«Final de Abril ainda com tanta neve nos Picos da Europa! C
ertamente que em Andorra não estará diferente. Porque não ir conhecer o pequeno principado e experimentar as pistas de esqui que tantos turistas de inverno atraem?» - Foi esta convicção que nos moveu, a mim e aos meus companheiros de viagem, para o minúsculo país encravado entre Espanha e França.

E de facto as pistas de esqui ainda estavam abertas, apesar de já com pouco afluência por ser fim de temporada. Por isso tive todo o espaço do mundo para me aventurar pela primeira vez no esqui na neve e logo como auto-didacta. Apesar dos vários trambolhões, para primeira experiência tenho a impressão que até não me saí muito mal. E é uma experiência que, quando tiver oportunidade, quero repetir e aperfeiçoar.

Que Andorra vive essencialmente do turismo de inverno e do comércio franco eu já sabia e pude comprovar. O que eu não sabia é que Andorra vive muito do trabalho de portugueses. Durante os dois dias que lá estive foi um desfilar de compatriotas em tudo quanto era lado. O recepcionista do hotel, português. A senhora da farmácia onde comprei um creme, portuguesa. O dono do restaurante do jantar, português. Os seus clientes, portugueses. A empregada do bar após o jantar, portuguesa. Os clientes da discoteca no final da noite, em grande número portugueses. As senhoras que prepararam o pequeno-almoço do hotel, portuguesas. Difícil não me sentir em casa!

Sei agora que cerca de 25% dos habitantes de Andorra são portugueses e esses certamente percorrem frequentemente os mesmos mil e tantos quilómetros que me trouxeram de regresso a Portugal, após uns dias de agradável evasão.

28 abril 2009

Picos da Europa - Espanha

Vista - Picos da Europa - Espanha



Riacho - Picos da Europa - Espanha

Aldeia de Bulnes - Picos da Europa - Espanha



Seres (uns voam outros rastejam...) - Picos da Europa - Espanha

Dizem que lá para Agosto a rota é mais congestionada do que um carreiro de formigas rumo ao açucareiro. Mas no final do ainda frio mês Abril, quando por lá decidi passar o dia a caminhar, a Ruta Garganta del Cares – o mais popular circuito de trekking dos Picos da Europa - estava confiada a apenas uns quantos recalcitrantes amantes da caminhada na natureza a quem nem a ameaça eminente de chuva dissuadiu.

O caminho sobe e desce, curva e contracurva mas nunca se afasta muito do rio Cares durante os cerca de 9 kms do circuito. E é essa a essencial beleza do percurso que passa por pontes, túneis, desfiladeiros e gargantas aprofundadas pelo rio. A caminhada é considerada de dificuldade média mas os 9 kms transformam-se em 18 km já que o regresso tem de ser pelo mesmo caminho. Como se esta estirada não fosse bastante ainda decidi subir ao remoto povoado de Bulnes. E aqui o trilho apesar de mais curto é bem mais exigente!

Enfim, foram cerca de 10 horas de natureza no seu estado genuíno, ar puro e cândidas paisagens. Calcorrear o coração dos Picos da Europa cansou-me as pernas mas fez-me muito bem ao espírito.

27 abril 2009

Picos da Europa - Espanha

Basílica de Covadonga - Picos da Europa - Espanha



Lago Enol - Picos da Europa - Espanha



Lago Ercina - Picos da Europa - Espanha

O Parque Nacional Picos da Europa, essa singular cordilheira de montanhas que se estende pelas províncias espanholas de Astúrias, Cantábria e Castilla León, foi o destino que se seguiu.

O primeiro dia foi dedicado aos cartões postais do parque. Logo o Santuário de Covadonga erigido como símbolo da Reconquista já que foi algures por aqui que, em 722 DC, os cristãos ganharam a primeira batalha aos muçulmanos, numa tarefa que continuaria pelos 800 anos seguintes. É actualmente local de peregrinação não só pela elegante basílica ao estilo neo-Romanesco característico nas catedrais do centro da Europa mas também por uma Cave – a Santa Cueva – onde a Virgem terá aparecido aos guerreiros antes da histórica batalha. À atenção das moças casadoiras: abaixo da cave fica a Fonte Siete Caños que supostamente assegura casamento no espaço de um ano às meninas que nela beberem.

Depois, subindo uns inclinados 12 kms, naquela que é uma das mais populares e exigentes etapas da volta à Espanha em bicicleta, chega-se à zona dos lagos glaciares de Covadonga. Já acima dos mil metros e com os picos das montanhas cobertos de neve bem à vista dois pitorescos lagos – Lago Enol e Lago Ercina – e um agradável caminho/circuito a ligá-los. Excelente para desentorpecer as pernas!

26 abril 2009

Astúrias - Espanha


Catedral - Oviedo - Espanha


Plaza Mayor - Oviedo - Espanha

Vista - Gijón - Espanha

Da Galiza foi tempo de rumar à histórica província das Astúrias, território a partir do qual se iniciou a reconquista da Península Ibérica à ocupação moura.

Foi "A muito nobre, muito leal, heróica, invicta, benemérita e boa cidade de Oviedo" que me acolheu no meu primeiro dia nas Astúrias. É o lema inscrito no brasão da cidade e eu não tenho nada a opor.

A capital das Astúrias além de todos estes atributos também deixa perceber que oferece aos seus habitantes uma invejável qualidade de vida. Na minha curta estada por lá pouco mais deu para visitar que o seu muito bem cuidado centro histórico e fazer o circuito das Sidrerias pela inevitável Gascona - a avenida da Sidra.

De Oviedo já se avista ao longe aquele que foi o principal motivo da escolha desta zona para esta viagem de uma semana: o Parque Nacional Picos da Europa. Antes apenas uma curta visita à bem cuidada cidade costeira de Gijón e logo o GPS apontou para os Picos da Europa.

25 abril 2009

Galiza - Espanha

Rua no Casco Viejo - Vigo - Espanha


Vista - Corunha - Espanha

Vista - Cabo Finisterra - Espanha


Junto à Catedral - Santiago de Compostela - Espanha


Muitas vezes me perguntam:
- E pela Europa tens viajado muito?
Sempre respondo:
- Nem por isso. A Europa por regra é mais fácil de viajar, por isso posso conhecer quando for mais velhote.

Mas desta vez esta regra virou excepção e acabei por ficar mesmo pela vizinha Espanha com um saltinho a Andorra. A Espanha já tinha ido diversas vezes mas nunca tão a norte. Por isso desta vez o roteiro foi via norte de Portugal em direcção à verdejante província da Galiza.

E por lá fiz um pequeno périplo pelas suas cidades mais importantes. Primeiro por Vigo a maior cidade da Galiza e principal porto pesqueiro da Europa. Depois pela labiríntica cidade da Corunha rodeada de mar por quase todos os lados. A cidade, onde logo ressalta à vista a emblemática Torre / Farol de Hércules, serviu não só de pernoita como para degustar o afamado e altamente recomendado Pulpo a la Gallega.

No dia seguinte uma simbólica passagem pelo Cabo Finisterra (ou Fisterra como também é denominado) onde felizmente já não são visíveis vestígios da trágica passagem, em 2002, do petroleiro Prestige por esta zona.

Por fim a visita à cidade mais famosa e que mais turistas atrai a esta parte de Espanha - Santiago de Compostela. Aqui terminam as suas peregrinações os inúmeros devotos que um pouco por toda a Galiza e não só fui vendo caminhar ao longo da estrada. E a mística da cidade é irremediavelmente marcada por este vai e vem de gente que solitariamente ou em grupo se procura introspeccionar pelos caminhos de Santiago. Para esses a sumptuosa Catedral românica é por isso não só uma meta, como muitas vezes um marco para um novo começo. Para mim, um agnóstico assumido, foi apenas mais uma bela e rica obra eclesiástica.

24 abril 2009

Espanha e Andorra 2009

Picos da Europa - Espanha

Como actualmente a vida não me permite viagens de duração mais extensa vou tendo que me contentar com umas fugidinhas de curta duração.

Foi isso que fiz recentemente quando visitei o norte de Espanha e o Principado de Andorra. Sete escassos dias que ainda assim proporcionaram algumas fotos e aventuras novas que pretendo partilhar brevemente neste blog. Contem com isso...

02 maio 2008

Casablanca e Tânger - Marrocos

Tânger vista do ferry boat - Marrocos

Mesquita Hassan II - Casablanca - Marrocos

A semana estava a terminar e era tempo de começar a recolher a casa. O caminho de volta foi quase sempre feito com o oceano atlântico à vista e houve tempo ainda para uma breve passagem pela maior metrópole de Marrocos, Casablanca com os seus mais de 4 milhões de habitantes. É nesta cidade que se encontra um dos maiores templos islâmicos do mundo, a Mesquita Hassan II. Um enorme complexo, com capacidade para mais de 25.000 fiéis, construido em honra do então rei Hassan II, que seria suposto ficar pronto em 1989 por altura do 60º aniversário do rei, mas que apenas viria a ser inaugurado quatro anos depois.

Continuando para norte, desta vez o local escolhido para atravessar o estreito de Gibaraltar foi Tânger (na vinda, a travessia foi por Ceuta). E Tânger continua fiel ao seu espírito cidade de muitas errâncias. Cidade portuária, fronteiriça e misteriosa que dia a dia vê chegar e partir gente de muitas origens, literalmente. E foi simplesmente para partir que desta vez abordei a cidade. Após uma semana muito bem passada entre gente que, na sua ancestral simplicidade, sabe muito bem receber.

Até um dia destes Marrocos!

01 maio 2008

Safi - Marrocos

Forte português - Safi - Marrocos

Lojas de cerâmica - Safi - Marrocos

Depois da grande conquista da montanha mais alta do norte de África foi tempo de rumar para a costa atlântica. E Safi, uma cidade portuária que vive essencialmente das exportações de pesca e de fosfatos, foi o destino escolhido.

A cidade que durante os séculos XV e XVI foi governada pelos portugueses está cheia de vestígios desse tempo na sua parte antiga. E ao que parece é o governo português que tem financiado as obras de conservação de alguns locais de referência na cidade. Não posso deixar de concordar com esta politica de preservação da nossa história.

Safi é ainda conhecida como a capital da cerâmica artesanal e ao caminhar pelas estreitas ruas da sua Medina não é difícil encontrar artesãos a moldarem o barro das formas e feitios mais variados.

30 abril 2008

Toubkal - Marrocos

A subida - Toubkal - Marrocos


Vista - Toubkal - Marrocos

Eu no topo do Jbel Toubkal - Marrocos

Dia de cume. Era dia de tentar atingir o cume e eu estava bem apreensivo se o conseguiria fazer. Se no primeiro dia a única dificuldade tinham sido as muitas horas de caminhada, já neste segundo dia se avizinhavam desafios bem maiores. O caminho a partir do refúgio até ao cume estava quase todo coberto de neve e a minha experiência a caminhar em neve era praticamente nula. Para agravar a situação estava com uns sapatos que são muito bons para caminhar em terreno seco mas que não são impermeáveis e cuja sola também já não tem a mesma aderência de quando eram novos o que podia ser um problema na neve. Além disso, ao contrário da esmagadora maioria dos outros caminhantes, não tinha nem crampons, nem bastões, nem piolet nem nenhum dos equipamentos específicos para subidas em alta montanha. Numa decisão de última hora consegui que um dos guias de montanha marroquinos me alugasse uns velhos bastões e um piolet que tinha para lá encostados.

Foi talvez esta apreensão, juntamente com uma tosse irritante e o nariz constantemente entupido, que não me deixaram praticamente pregar olho na noite anterior. Mas não havia volta a dar. Já que tinha chegado até ali pelo menos não ia voltar para trás sem tentar. E foi com esse espírito que passo a passo, aprendendo a caminhar na neve e a habituar-me ao meu "novo" equipamento de alta montanha, fui subindo e descansando e subindo e descansando de novo, conquistando metro a metro dos mais de 900 que tinha de subir. E tendo que descansar cada vez mais regularmente à medida que a rarefação de oxigénio se ia fazendo sentir em função da altitude.

Avistar, ainda de longe, a pirâmide que assinala o topo do Jbel Toubkal foi uma alegria e um reforço de energias para o caminho que ainda faltava. Agora já não escapava, estava ali à vista. Por volta das 10:20 da manhã do dia 30 de Abril de 2008, após quatro horas de intensa subida, atingia o cume do Jbel Toubkal a 4.167 metros de altitude! E que vista lá do topo!

Prova superada. Ou quase, porque como diz o maior alpinista português, o João Garcia, chegar ao topo é só metade da conquista pois ainda há o caminho de regresso. E descer pode ser mais rápido mas é igualmente perigoso. Felizmente correu tudo bem e a descida, com algum "skú" pelo meio, decorreu sem grandes sobressaltos.

29 abril 2008

Toubkal - Marrocos

Aldeia no caminho do Jbel Toubkal - Marrocos


A caminho do Jbel Toubkal - Marrocos


Refúgio do Toubkal - Marrocos



Marraquexe estava a ser bom mas o dever chamava. Foi tempo de mudar para Imlil, a pequena vila nas imediações das montanhas do Alto Atlas que serve de base aos caminhantes que pretendem explorar aquela sinuosa região. O Hotel Soleil foi a escolha para pernoitar e essa revelou-se uma decisão bem acertada. O incansável Abdul, para além de todos os esforços para acolher da melhor maneira os hóspedes do hotel que administra, é também um precioso conselheiro para os aventureiros com pouca experiência na arte de subir montanhas como é o meu caso.

Foi baseado nos conselhos do Abdul que, no dia seguinte, eu e os meus companheiros de viagem resolvemos não contratar guia para a caminhada (contrariamente ao que tínhamos planeado), que iniciámos bem pela manhã, e que demorou cerca de seis horas desde Imlil a 1740 metros de altitude até ao refúgio no sopé do Toubkal a cerca de 3.200.

A primeira parte do percurso ainda é feita a coberto das árvores e lado a lado com pequenas povoações que povoam o vale, mas rapidamente o cenário se transforma e, com o Toubkal lá bem no horizonte, o caminho faz-se serpenteando pacientemente as encostas rochosas e empoeiradas onde apenas as cabras encontram vestígios de vegetação. Quando as pernas já reclamam chega por fim o refúgio, que neste caso é sinónimo de comidinha quente e um tecto para descansar. Bem merecidos, diga-se de passagem!

28 abril 2008

Marraquexe - Marrocos

Praça Djemaa el Fna - Marraquexe - Marrocos

Loja de candeeiros no suq - Marraquexe - Marrocos

Marraquexe é a principal atracção turística de Marrocos. E quem já por lá passou certamente que entende bem porquê. A cidade, apesar de estar cada vez mais cosmopolita, emana um certo misticismo que se apega a quem a visita.

E há uma série de rituais que são quase obrigatórios quando se passa por Marraquexe. O primeiro que cumpri foi beber dois copos do revigorante sumo de laranja natural. Depois fui jantar nas bancas de comida que diariamente são montadas na praça Djemaa el Fna e que formam um enorme restaurante ao ar livre muito frequentado tanto por locais como por turistas. Não é o maior banquete do mundo mas faz-nos sentir verdadeiramente em Marrocos.

No dia seguinte houve tempo para percorrer o resto do circuito. Tomar chá numa das esplanadas com vista para a praça, fazer compras bem regateadas no labiríntico suq (mercado tradicional) e apreciar a arte dos acrobatas, contadores de histórias, encantadores de cobras, músicos e outros que tais que ganham e vida naquela que é provavelmente a mais famosa praça de África, a Djemaa el Fna.

27 abril 2008

Cascatas d'Ouzoud - Marrocos

Cascatas d'Ouzoud - Marrocos

Fazendo um pequeno desvio na estrada que liga Fez a Marraquexe podem visitar-se as Cascatas d'Ouzoud. Não são as quedas de água mais extraordinárias que já vi, mas não deixa de ser impressionante ver a água descer abruptamente pelos mais de 100 metros de desnível.

E o caminho pedestre, bem pelo meio das oliveiras, desde o topo das cascatas até à base e de novo de regresso ao topo já serviu para testar as pernas para a caminhada rumo ao Toubkal que viria a ter lugar dois dias depois.

26 abril 2008

Fez - Marrocos


Tinturarias - Fez - Marrocos


Tintureiros - Fez - Marrocos

Com os companheiros de viagem - Fez - Marrocos


A paragem seguinte foi Fez, a mais antiga das cidades imperiais marroquinas, onde já havia estado de passagem mas que não tinha muitas memórias desse dia.

Desta vez tive tempo para visitar a enorme Medina da cidade que para além de ser classificada como património mundial pela UNESCO é também considerada como o maior espaço urbano contínuo livre de carros a nível mundial. E de tão grande e labiríntica que é o mais provável é que mesmo o mais orientado dos turistas se perca lá dentro. Não alheios a este facto estão dezenas de marroquinos poliglotas que fazem fila a oferecerem-se para guiarem a visita... a troco de uns dirhams é claro!

Mas menos mal. Com um guia rapidamente se chega aos pontos de maior interesse da Medina. E de entre eles o destaque vai inteirinho para as tinturarias de peles a céu aberto que funcionam bem no meio do agitado lugar. O cheiro que emanam não é dos melhores e as condições de trabalho dos esforçados tintureiros não são as mais dignas mas nem por isso (ou talvez por isso) este deixa de ser um dos cartões de visita da cidade.

25 abril 2008

Chefchaouen - Marrocos

Rua - Chefchaouen - Marrocos

Grande Mesquita - Chefchaouen - Marrocos


Repetir destinos não é muito comum em mim mas regressar a Marrocos é e sempre será um prazer. Desde que visitei este belo país pela primeira vez em 2001 esta foi a terceira vez que lá voltei e ainda sinto que este destino me consegue continuar a surpreender. Desta vez o pretexto que me levou a Marrocos foi a subida ao seu ponto mais alto – O Jbbel Toubkal - que fica na cordilheira do Atlas e que está 4.167 metros acima do nível do mar.

Para lá chegar, como fui de carro desde Coruche, tive de atravessar metade de Marrocos visto que o alto Atlas fica para lá de Marraquexe. Assim, pelo caminho, fui aproveitando para revisitar alguns sítios que já conhecia e descobrir outros que me pareciam interessantes.

A primeira paragem foi em Chefchaouen, uma pequena e tranquila cidade que fica junto às montanhas do Rif e sobre a qual já tinha ouvido falar muito bem. E de facto, Chefchaouen não decepcionou com as suas casas caiadas de branco a lembrar as aldeias alentejanas mas onde sobressai o azul/céu que tinge as paredes até meia altura. E é um regalo podermo-nos perder pelo emaranhado de ruas estreitas que invariavelmente vão desaguar à praça central onde está a Grande Mesquita e o Kasbah onde funciona o museu da cidade. Na praça é onde tudo se passa e é também o melhor sitio para se medir a tranquila pulsação do lugar enquanto se aprecia um revigorante chá de menta numa das concorridas esplanadas que adornam o lugar.

24 abril 2008

Marrocos 2008

Avô e neta - Chefchaouen - Marrocos

Durante as duas curtas semanas que recentemente tive de férias decidi dedicar uma para revisitar o reino de Marrocos.
Nesta que foi a quarta vez que visitei o segundo país geograficamente mais próximo de Portugal, resolvi reservar uns dias para subir ao ponto mais alto das montanhas do Atlas e do norte de África, o Jbel Toubkal com 4167 metros de altitude.
Foi uma semana bem intensa e brevemente aqui darei conta disso mesmo.

06 março 2008

Aqui em África

Aqui em África

Aqui em África é o blog que criei quando, há quase um ano, vim viver para Angola. Na altura tratava-se de uma mudança importante na minha vida e como Angola é um sítio que desperta curiosidade em muita gente achei que seria interessante partilhar um pouco da minha experiência por terras africanas.

A minha intenção era publicar fotos e relatos da minha vida por aqui com regularidade. Mas, por uma série de factores (falta de tempo, net lenta, poucas fotos, etc.), este tem sido um projecto adiado. Ainda assim, amiúde, tenho publicado algumas fotos com curtas legendas que estão longe de poderem dar uma ideia de como se organiza a vida por aqui mas que mostram alguns dos lugares angolanos por onde tenho passado.

Não é o que idealizei mas é alguma coisa. Por isso convido-vos a visitar.

http://psantos44.blogspot.com/

28 outubro 2007

Windhoek - Namíbia

Windhoek - Namíbia

A muito limpa e ordenada cidade de Windhoek ao sábado à tarde quando lá regressei era um sítio calmo e sem grande agitação. Mas à noite, na festa de Reggae num pub local a que fui com alguns dos companheiros da expedição de Sossusvlei, deu para perceber a verdadeira energia deste povo e como a música lhes diz tanto. Good Vibe!
E foi assim a Namíbia…

27 outubro 2007

Sossusvlei - Namíbia


Árvore morta - Sossusvlei - Namíbia

A escalar a rocha - Sossusvlei - Namíbia

Nascer do sol - Sossusvlei - Namíbia


Tentativa artística - Sossusvlei - Namíbia


Nesta parte do muito extenso e mais antigo deserto do mundo – o Deserto do Namibe, que se estende desde o sul de Angola até quase ao fundo da Namíbia – pode-se também visitar um fenómeno da natureza que são umas árvores que estão completamente sem vida há séculos mas que se mantém bem firmes em pé e cuja madeira aparenta ainda estar para durar por muito tempo. Uma das explicações que se apontam é o facto de o clima inóspito não permitir a sobrevivência dos parasitas da madeira. A esta parte do parque chamam Deadvlei. Por perto há ainda um desfiladeiro cavado por um rio que só tem água na época das chuvas mas que é conhecido por estas bandas por ser o cenário de uma famosa lenda local.

O cenário era lindo a companhia era boa a o alojamento era básico mas aguentava-se mas… o tempo era escasso. As férias não esticam e uma semana passa a correr. Por isso, lá tive de regressar a Windhoek no sábado, 27 para poder apanhar o avião no dia seguinte de manhã. O caminho de volta foi novamente demorado e empoeirado e a sensação para mim já era a de descompressão de fim de viagem.

26 outubro 2007

Sossusvlei - Namíbia

Com a alemã Astrid - Sossusvlei - Namíbia


A descer a duna - Sossusvlei - Namíbia


Árvore junto à duna - Sossusvlei - Namíbia


Deadvlei - Sossusvlei - Namíbia

Talvez melhor que o pôr-do-sol no cimo da dunas só mesmo o nascer do sol no cimo da dunas… Por isso no segundo dia a ordem foi levantar bem cedo para ir ver o nascer do sol no cimo da duna a que convencionaram chamar Duna 45.

Mais uma dura caminhada até ao topo mas mais uma vez o esforço é amplamente recompensado. Simplesmente soberbo! E desta vez a máquina fotográfica não me deixou ficar mal…

25 outubro 2007

Sossusvlei - Namíbia

Formiga ao pormenor - Sossusvlei - Namíbia


Ondulado - Sossusvlei - Namíbia


Perna longa - Sossusvlei - Namíbia


Dunas - Sossusvlei - Namíbia


Como previsto chegámos à zona de Sossusvlei com tempo suficiente para montar o acampamento (pois… porque eu fui com orçamento de campista) e ainda a tempo de subir às dunas mais próximas para ver o pôr-do-sol.

A caminhada para o topo das dunas, na areia solta e fofa, não é nada fácil mas a recompensa vale cada gota de suor. A vista é magnífica, e ao pôr-do-sol as dunas ficam com uma cor ainda mais espectacular!

Pena foi que a minha máquina fotográfica não quis colaborar e resolveu gastar as pilhas todas antes da apoteose (se calhar teve a ver com o facto de me ter fartado de fotografar no caminho para o topo...). Mas até foi bem assim pois, apesar de não ter registos, acabei por aproveitar melhor o momento em que o enorme sol finalmente se escondeu no horizonte.